A RSI completa, neste ano, duas décadas de vida. Nascida em 1993 para atender infraestrutura em uma época em que o mainframe era rei, o temor a respeito do bug do milênio fez seus sócios mudarem radicalmente seu modelo de negócio, passando para teste de qualidade de aplicações. A mudança de posicionamento surtiu efeito: com ajuda de um fundo de investimentos e plano de expansão, a brasileira deve atingir em um prazo de quatro anos 170 milhões de reais em faturamento.
?Entre 1997 e 1998, começaram a surgir projetos de bug do milênio e o mercado buscava formas de fazer simulação?, contou Osmar Higashi, diretor de desenvolvimento corporativo da RSI, em entrevista à CRN Brasil. Segundo Higashi, este mercado teve de ser capitaneado paulatinamente, uma vez que, passada a virada do ano 2000, era preciso explicar aos clientes uma nova modalidade de serviço, que, na visão dos compradores, era prestada diretamente pelos desenvolvedores. ?A partir do desenvolvimento do mercado, negócios e tecnologias ficaram cada vez mais complexos.
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Até mesmo pelo fato de o mercado ser extremamente novo, a companhia trouxe a solo brasileiro, em 2006, a representação do ISTQB (International Software Testing Qualifications Board, ou algo como Instituto Internacional de Testes de Qualidade de Software). O objetivo foi criar metodologias e nomenclaturas para que o próprio cliente pudesse comparar as ofertas do mercado. Como resultado, já são 350 mil certificados no Brasil. ?O mercado de análise de software é o terceiro maior em certificação no mundo, perdendo apenas para o PMI e para o Itil?, informou.
O cliente foco da companhia, que atua de forma totalmente direta, são grandes empresas que cujos negócios estejam totalmente ligados a suas aplicações. Entre sua lista estão os maiores bancos do Brasil, empresas de telecomunicações, seguradoras e, mais recentemente, governo. ?Temos cerca de 50 clientes?, contou o executivo, detalhando que a companhia faturou, em 2012, 83 milhões de reais. A expectativa, para este ano, é crescer 15%, beirando os 100 milhões de reais de vendas.
Concorrendo com empresas como IBM, Accenture e Capgemini no Brasil, a companhia, que diferentemente de suas competidoras atua somente com teste de aplicações, estima que este mercado, no País, beire o 1,4 bilhão de reais. ?Estamos no pior tamanho possível?, brincou o executivo, explicando que a empresa está em um limbo, no qual não tem os negócios mais simplificados de uma pequena fornecedora e, ainda, não tem tanto fôlego quanto as gigantes do mercado com as quais compete.
?Estamos com cem funcionários?, contou, dizendo, ainda, que a companhia deve ser novidades em breve, já que, atualmente, negocia com fundos de investimento para ampliação de suas atividades. O objetivo é chegar, em quatro anos, a 170 milhões de reais em faturamento ? com aquisição. Caso isso não ocorra, serão atingidos 150 milhões. Higashi sabe que o caminho não é simples, mas ele tem a justificativa do crescimento em potencial na ponta da língua. ?Cerca de 18% do gasto de desenvolvimento vai para qualidade de software. É um mercado enorme.?
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