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RIP: com social business e analytics, fim do spam está próximo

Não sei quanto a vocês, mas minha conta de e-mail do Gmail tem mais duas mil mensagens de spams. Que fique claro que estes são apenas os correios que o Google considera automaticamente  neste perfil, sem considerar aqueles que acabam caindo na caixa de entrada para se assomar à enxurrada de mensagens de sites de compras coletivas, grupos de e-mail e, por que não, uma ou outra mensagem importante. Irritante é pouco, não?

Mas o spam chato está próximo do fim. E o mundo de possibilidades que se abre é muito mais direto, eficaz e com algo que consumidores gostam: resolução de problemas e antecipação de demandas. Com base nas informações jogadas nas redes sociais – que tipo de lugar você visita, qual a comida que você gosta, marcas de preferência, comportamento com os amigos (se você “curte” ir ao cinema, a um bar, teatro, balada) –  um forte aparato de softwares analíticos, com um empurrãozinho de tecnologia de inteligência artificial, em vez de oferecer para quem tem alergia a amendoim uma oferta de paçoquinha, o spam vai entender exatamente a necessidade do consumidor e apresentar a ele sugestões mais customizadas.

Este futuro, de entender o perfil do cliente, não está tão distante. Algumas empresas já ofertam soluções de ofertas direcionadas com base em geolocalização. Mas isso pode ser ainda maior. Claro que tudo isso envolve questões de privacidade. Por exemplo, se você mora no Rio de Janeiro e viaja para Porto Alegre, assim que faz o check-in no aeroporto de chegada em sua rede social, já pode receber avisos úteis, como se a banda que você gosta vai fazer show naquela cidade, se existe alguma promoção em um restaurante italiano (tipo de comido ao qual você já demonstrou interesse em algum momento no mundo online) perto do hotel onde você vai ficar… entre mil outros exemplos.

“Uma pesquisa feita recentemente nos Estados Unidos indicou que as pessoas não ligam de conceder informações pessoais, desde que recebam algo em troca”, pontuou Flávio Mendes , executivo de Social Business da IBM América Latina, em entrevista concedida recentemente ao IT Web.

O serviço de venda de mailing, apesar de questionável no âmbito ético, é uma realidade no mundo offline. A diferença entre esse tipo de acesso ao consumidor e o verificado por meio da base de dados das redes sociais é muito clara: as informações são fidedignas e mais precisas, por terem sido concedidas pelos próprios usuários.

Agora imaginem isso em um ambiente de realidade aumentada, como por exemplo o ainda sem data óculos do Google. Acostumar-se com isso, em minha visão, não será o problema. Difícil será quando esquecermos os óculos em casa.

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