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RIM quer 50 mil desenvolvedores de apps ativos até o fim do ano

A Research In Motion passou por muitos questionamentos desde o último ano por conta de sua estratégia no mercado móvel e de sua plataforma considerada como pouco amigável para o mercado open source. Mas com o atual QNX, presente em seu tablet Paybook e que é uma prévia da plataforma BlackBerry 10, a companhia pretende reverter esse estigma e aposta forte nos desenvolvedores e no conceito de aplicativos amigáveis, mais flexíveis e menos “quadrados” verificados no ambiente corporativo. E o objetivo é claro: até o fim do ano, a companhia quer 50 mil programadores ativos em sua base.

As informações foram passadas nesta terça-feira (27/03) durante coletiva de imprensa realizada em São Paulo, capital, pelo gerente sênior de Alianças para América Latina, Angel Aldana. O executivo explicou ao IT Web que, atualmente, a companhia possui 330 mil desenvolvedores cadastrados em âmbito mundial, mas que apenas uma pequena parcela – a qual não foi precisada – está ativa e produzindo apps para a loja online da empresa. Aldana não detalhou, tampouco, qual o tamanho da comunidade open source da RIM no Brasil, mas garantiu que esses profissionais “representam a maior parcela da América Latina”.

A ideia da RIM é mostrar-se um lugar “acolhedor”, e rentável, para o desenvolvedor de aplicativos. De acordo com Aldana, 13% dos desenvolvedores da plataforma recebem US$ 100 mil por ano com a venda de aplicativos. Cerca de 90% dos downloads são gratuitos, ante 10% pagos.

Para aumentar o apelo de sua App World – que até então carregava o estigma de apps menos divertidos – em outubro de 2011, a companhia informou que passaria a aceitar aplicações do então Android Market, atual Google Play.

Dominante como fornecedora de smartphones, com sua linha BlackBerry, para o ambiente corporativo, a companhia se viu ameaçada com a recente explosão do conceito de consumerização, que resultou na invasão de smartphones e tablets pessoais.   A ideia era aumentar o número de apps disponíveis, que segundo informações da época, era de três mil.

Parece que deu certo. O processo, segundo o executivo, é extremamente facilitado e cerca de 15 mil apps já foram inseridos. O tipo de software mais famoso a entrar no ambiente, explicou, são games. “Aplicativos que são mais complexos, que precisem de integração com GPS e câmera, por exemplo, não são compatíveis. O foco são apps simples e rápidos”, explicou.

Além disso, para ganhar competitividade, o Playbook roda aplicativos em HTML5, Adobe Flash e C++. “Sabemos que 70% dos sites mais acessados da web são em Flash”, contextualizou Renato Renato Martins, gerente de contas estratégias da fabricante.

 

Integração até o fim do ano

O QNX é a base para o sistema operacional do tablet Playbook, que recentemente foi atualizado para a versão Playbook 2. A plataforma é completamente diferente da utilizada no smartphone BlackBerry.  Com a introdução do BlalckBerry 10, que deve chegar até o final deste ano, a ideia é integrar esses dois ambientes e, consequentemente, sua loja de aplicativos.

Por outro lado, desenvolvedores terão o trabalho de migrar seus apps, com grande parte feita com base em Java, para HTML5. “Temos cerca de 60 mil aplicativos para BlackBerry e a maioria está em Java”, concordou Aldana.

No meio deste turbilhão, antes da chegada do tão esperado BlackBerry 10, o Brasil receberá o BlackBerry 7.1, última versão do sistema operacional da RIM para smartphohes, no segundo semestre deste ano.  A plataforma seguinte, a BlackBerry 10, será lançada mundialmente no fim do ano, devendo chegar ao País na sequência.

 

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