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Resistência ainda é maior empecilho para gestão do conhecimento

Mudar a empresa culturalmente para os funcionários abraçarem o compartilhamento de informações ainda representa o maior desafio para os diretores de TI ao implementar projetos de gestão do conhecimento e de colaboração. Um dos consensos dos grupos de discussão sobre o tema nos painéis Intercâmbio de Ideias, que ocorreram quinta e sexta-feira (22 e 23/04) no  IT Forum 2010, foi justamente como motivar os executivos de alto escalão, como diretores e vice-presidentes, a se engajarem.  

De acordo com os diretores de TI presentes, as pessoas ainda usam as informações que detêm como forma de poder e para tentar se manter no cargo. Assim, como incentivar os funcionários a compartilharem o conhecimento tácito acaba sendo um desafio não somente do departamento de TI, mas de toda companhia. “Para não dar errado, o segredo é definir a estratégia que se quer e envolver o board“, ensinou Lais Machado, CIO da Syngenta.

Ela apresentou o case da empresa. Lá 110 processos já foram mapeados e o projeto está sustentado a partir de três pilares: organizacional, processos e infraestrutura. Durante seis meses, foram identificados os “ativos” do conhecimento e diferenciado o que era tácito e o que era explícito. “Percebemos que temos muito conhecimento tácito, então, o que fazer se a pessoa sai da empresa?”, questionou. “Conhecimento é a base de sustentação da empresa.”

Outro ponto levantado pelos grupos refere-se à segurança. As questões em volta dos temas vão desde o que compartilhar a como preservar as informações que são colocadas nas ferramentas de gestão. Como tratar, por exemplo, os segredos industriais? Como garantir que o conteúdo não sairá da companhia? Estas perguntas vão sendo respondidas à medida que as corporações incrementam seus projetos de gestão do conhecimento e incorporam a colaboração. O mais fácil, segundo os diretores de TI, é a tecnologia, porque as ferramentas existem.

Troca de experiências

Os CIOs também contaram como estão trabalhando para não perder conhecimento quando um funcionário antigo se aposenta. Um dilema comum a muitas empresas. Um dos projetos apresentados nas discussões é da Teksid, que criou uma escola de metalurgia para que funcionários mais antigos ensinassem os mais novos. Assim, o conhecimento acumulado não se perde.

Carlos Katayama, atual CIO da Usiminas – Cosipa, assinalou que as corporações que não conseguirem extrair o conhecimento das pessoas mais maduras e com mais tempo de casa vão viver um caos.

Uma maneira eficiente apontada pelos diretores para incentiva a transferência de conhecimento é o estabelecimento de prêmios para quem contribui. Em sua apresentação Roberto Carneiro, CIO da Comgás, lembrou uma frase de Larry Prusak que sintetiza a gestão do conhecimento assim: contrate pessoas inteligentes e deixe-as conversar. “A TI tem o papel de disseminar o conhecimento”, ressalta Carneiro.

De acordo com ele, a Web 2.0 e a chegada da geração Y impactam positivamente nesta gestão.

Leia mais:

Acompanhe a cobertura completa do IT Forum 2010   

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