Notícias

Resistência a mudanças coloca em risco a maior parte dos gestores de TI

Cortes de pessoal acontecem nas empresas de tempos em tempos e atingem, sempre, executivos de diversos segmentos do negócio. Para os gestores de TI, no entanto, a recolocação profissional pode parecer mais complicada e o processo de busca por novas vagas, mais doloroso. Isso se dá, segundo conceito desenvolvido pela Fundação Meyers & Briggs – consultoria especializada em mapeamento do perfil dos responsáveis pela tomada de decisões corporativas -, pelo perfil conservador e resistente a mudanças apresentado por 60% dos gestores de tecnologia.

De acordo com o padrão de avaliação da Meyer & Briggs, a personalidade dos líderes de TI, geralmente, gira em tono de características como orientação para metas, estímulo por meio de pressão e prazos apertados, pensamento sistemático e avaliação de situações presentes com base em experiências passadas.

Para Sherrie Hayne, consultora de RH e detentora dos direitos de aplicação do método avaliativo da Meyer & Briggs, os executivos que possuem esses traços de comportamento têm aversão a ambiguidades e riscos e não seguem, em nenhuma hipótese, a intuição.

“Um perfil assim é muito contraproducente, principalmente no cenário atual de negócios, no qual os líderes devem trabalhar com manobras arriscadas e ter flexibilidade para enfrentar situações nunca antes vivenciadas”, explica a especialista.

Ela ainda adverte que, na busca pela recolocação profissional, esse perfil pode ser uma barreira quase intransponível para os gestores. “Eles costumam se considerar experts em determinados assuntos e, como tomam decisões baseadas em situações passadas, não conseguem, por exemplo, mudar a vertical de atuação ou o nicho de mercado com o qual estão habituados”, afirma Sherrie.

A consultora destaca que, depois de ocupar uma posição de líder, os profissionais de TI (inclusos nessa classificação) sentem dificuldades em assumir postos nos quais devem se reportar a alguém diretamente, por exemplo.

Segundo ela, por isso, tornam-se de difícil empregabilidade. Sherrie aconselha que os líderes de tecnologia – empregados ou não atualmente – façam um exercício mental para avaliar se enquadram-se no padrão descrito. “Caso a resposta seja afirmativa, devem procurar ajuda profissional de um coach ou até mesmo de psicólogo para mudar seu comportamento”, conclui a especialista.

 

Recent Posts

Copa do Mundo 2026 vira laboratório global para IA, dados e infraestrutura digital

Desde o início do ano, a redação acompanha como a Copa do Mundo 2026 extrapola…

13 minutos ago

NiCE cria hub de pesquisa para acelerar adoção de IA agêntica nas empresas

A NiCE anunciou a criação do NiCE Labs, um laboratório voltado ao desenvolvimento e à…

53 minutos ago

83% dos executivos dizem que transformação corporativa falha, aponta teya

A maioria dos programas de transformação corporativa não entrega o que promete. Essa é a…

2 horas ago

STF julga recursos do Google e Meta sobre responsabilidade por posts ilegais

O Supremo Tribunal Federal (STF) começou a julgar na quarta-feira (10) os recursos apresentados pela…

2 horas ago

Copa do Mundo deve impulsionar uso de IA para manter produtividade durante o expediente

A realização da Copa do Mundo FIFA de 2026 pode representar um dos maiores testes…

3 horas ago

Google e Monashees criam fundo para startups de IA no Brasil

O Google e a gestora de venture capital Monashees anunciaram nesta semana, durante o evento…

3 horas ago