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Relação com parceiros irá se fortalecer, garante nova CEO da IBM

Desde que assumiu o posto de CEO e presidente da IBM, no início do ano, Ginni Rometty tem sido questionada sobre que pontos mudará nos rumos da corporação. ?Não sei exatamente por onde começar a responder essas questões, porque não vamos mudar?, garante a executiva, emendando um discurso de que a relação com os parceiros tende a crescer e ficar mais forte.

A substituta de Sam Palmisano reforçou o direcionamento da companhia batendo ? também ? na tecla da parceria para alavancar soluções de computação em nuvem, de ferramentas de análise, de planeta mais inteligente e de mercados em crescimento. ?A estratégia permanece a mesma para que os parceiros se sintam confortáveis para investir conosco. Existem mais oportunidades para atingirmos, novos clientes e devemos estar preparados para oferecer soluções integradas?, afirma.

Outra questão que vem à tona sempre que Ginni está na roda de conversa versa sobre o que aprendeu com seus antecessores no cargo de líder da IBM. ?Digo que precisamos sempre reinventar os negócios. Acredito em uma nova era da computação e no fato de que novas classes de clientes irão emergir?, responde, definindo a abordagem de Smarter Planet como o princípio desse cenário futuro que se desenha.

Terceira geração
?Há uma característica que pouca gente fala sobre big data que é o fato de que ele é incerto. Isto é, os dados não são perfeitos. A questão não é o software, mas um sistema dez mil vezes mais rápido capaz de processar e gerar inteligência dessa massa de informação?, avalia a CEO, pontuando para o fato de que o mundo chegou a terceira geração de computadores. Enquanto na primeira onda as máquinas tabulavam, a segunda permitia, também, programação. Agora, entra uma camada de inteligência e sugestão de resposta, no momento de computação cognitiva, que se move do back office para o front office.

Esse movimento tende a gerar uma transformação nos decisores de compra de recursos de TI. ?Quando dizemos que estamos olhando para novos clientes, isso significa cada indivíduo que temos chance de influenciar para impulsionar a adoção da tecnologia?, explica. ?Esse é momento de se aproximar de profissionais como CMOs (chief marketing officers)?, acrescenta, trazendo uma lista de outros públicos-alvo como prefeitos e todo o restante da classe dos CxOs.

Esses profissionais impactados e também envolvidos nas decisões de uso de TI numa corporação pedem alinhamento no discurso e o trabalho do provedor de tecnologia, agora, reside em apresentar onde os clientes podem obter lucratividade para seus negócios na aplicação de ferramentas computacionais. Não basta, portanto, oferecer apenas peças, uma abordagem que funcionava nos tempos que o comprador era exclusivamente um profissional técnico o que muitas vezes passa por começar a comercialização de uma solução por meio de provas de conceito ou projetos-piloto.

*O jornalista viajou aos Estados Unidos à convite da  IBM.

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