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Regulamentação em excesso pode limitar o avanço da Internet das Coisas

O mundo vivência o surgimento das máquinas inteligentes. E, segundo um relatório recente da 5G Américas, nesse momento, é extremamente importante “incentivar a comunicação entre os diferentes atores desta indústria para identificar os regulamentos que não impeçam a inovação” envolvendo aplicações de Internet das Coisas.

Na visão da entidade, o surgimento de um ambiente completamente conectado não afetará somente o segmento de telecomunicação, mas também um grande número de diferentes mercados verticais, economias e esferas da vida humana.

Dada a fase inicial em que se encontram estes desenvolvimentos tecnológicos, é de máxima prioridade que os atores desse mercado trabalhem em conjunto para identificar regulamentações que não dificultem a inovação, dada a natureza da IoT e suas aplicações, segundo indica o relatório.

Na visão de Andy Castonguay, analista da Machina Research, a fragmentação, complexidade e as múltiplas abordagens tecnológicas faz com que o avanço da IoT se torne um desafio, especialmente se os reguladores forem proibitivos em seus mandatos ou se favorecerem tecnologias específicas.

“Além disso, as principais considerações das políticas públicas devem ser feitas pela soberania e privacidade da informação e para a segurança”, acrescenta o especialista, sugerindo a busca de abordagens equilibradas para exploração do conceito.

Para a 5G Américas, o risco de regulamentação excessiva ou mal concebida pode retardar as enormes oportunidades de crescimento da Internet das Coisas na região. “Por esta razão, é necessário que todo o ecossistema de atores dialogue e colabore com os reguladores sobre este importante avanço tecnológico”, definiu José Otero, diretor da entidade.

O documento aponta para algumas questões regulatórias dos sistemas de IoT e seu impacto nas pessoas e na economia que são, em certos casos, conhecidos para os reguladores das telecomunicações. Outros aspectos, porém caem em esferas de outros reguladores e órgãos, como é o caso da proteção à informação, privacidade e segurança. Neste contexto, existem posições nacionais e regionais diferentes.

Dessa forma, alguns atores sustentam que a intervenção do estado não é recomendada para uma indústria que está começando a desenvolver-se, enquanto que outras pessoas salientam que a regulamentação é importante para construir a confiança do público e garantir a concorrência no mercado.

A Internet das Coisas requer uma visão abrangente para uma possível regulamentação. Ainda que sua plataforma tenha como base as telecomunicações, sua inclusão em diferentes economias e mercados verticais exige uma abordagem cautelosa. “É aconselhável que os mercados latino-americanos comecem a dar seus primeiros passos em Internet das Coisas sem uma regulamentação específica”, enfatiza o órgão.

 

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