Notícias

Reflexos do digital workplace para melhorar a experiência de colaboradores

Nos últimos anos, empresas nos mais diversos segmentos vêm investindo muito na digitalização de fluxos e processos, a famosa Transformação Digital, que virou buzzword no mundo corporativo e, mais recentemente, passou a ser uma questão de sobrevivência. Assim, qualquer média ou grande empresa que quiser se manter competitiva e relevante para seus clientes, certamente já está avançada neste processo, essencial para garantir a boa experiência dos colaboradores para melhorar e ajudá-los na organização das tarefas e consequente aumento de produtividade nas atividades de trabalho.

Além do processo de digitalização voltado ao Customer Experience, ou experiência do cliente, a experiência dos colaboradores, ou Employee Experience, é a próxima fronteira a ser vencida na transformação digital das empresas. Neste sentido, ainda existem muitas empresas que oferecem soluções tecnológicas de última geração aos seus clientes, mas continuam operando com ferramentas e processos do século passado da porta para dentro. Normalmente, este tipo de política é insustentável no longo prazo e leva a baixa produtividade, altos índices de turnover e eventualmente até piora os resultados.

Como diz Richard Branson, CEO da Virgin, “os funcionários vêm em primeiro lugar. Se você cuidar dos seus funcionários, eles cuidarão dos seus clientes.” Lembre-se que seus funcionários são os primeiros advogados da sua marca. Empresas modernas e com visão de futuro já perceberam isso e fazem questão de oferecer todos os recursos para que seus colaboradores possam produzir mais, através de ferramentas mais amigáveis e colaborativas.

É aí que entram plataformas altamente flexíveis e adaptáveis integradas somente com as ferramentas que serão utilizadas pelo colaborador para determinado projeto, para melhor a experiência do colaborador e evitar desvio de foco. Fugindo das antigas intranets, burocráticas e estáticas, essas plataformas servem como base para as modernas Digital Workplaces, com inúmeras ferramentas de colaboração e interação social, ajustadas às necessidades de cada companhia para garantir melhores experiências de trabalho e produtividade.

Mas e aí, – você deve estar se perguntando – como é que essa tal employee experience se traduz em retorno sobre meu investimento? Como faço para provar que esse tipo de solução se paga?

Você sabia que um dos maiores fatores de redução da produtividade nas empresas hoje em dia, é o chamado Context Switching, ou mudança de contexto? Com a infinidade de diferentes aplicativos e sistemas disponíveis para desempenharmos as tarefas necessárias para o nosso trabalho diário, acabamos perdendo o foco. De acordo com pesquisas sobre produtividade e engajamento, um funcionário muda de plataforma em média 10 vezes por hora durante um dia de trabalho, ocupando entre 30 e 60 minutos do dia navegando entre plataformas, ou seja, entre 5% e 10% do dia de trabalho. Além disso, o tempo médio para uma pessoa recuperar o foco na tarefa que estava fazendo é em torno de 23 minutos e 15 segundos. Centralizando as ferramentas da sua empresa em uma única plataforma, voltada à Employee Experience, resulta em ganhos de produtividade e satisfação, que são facilmente mensuráveis.

Há diversas maneiras de medir o retorno e normalmente elas são complementares. Podemos começar por KPIs mais subjetivos, como pesquisas de satisfação, índices de turnover e absenteísmo, por exemplo. Com o tempo e séries de pesquisas, você poderá perceber como as novas ferramentas melhoram a percepção dos colaboradores. O mesmo se aplica aos índices de turnover e absenteísmo, ou seja, conforme for implantando melhorias, os resultados também refletirão nestes números. Você também pode procurar por pesquisas de mercado para criar benchmarks e avaliar sua evolução. Além disso, ainda é possível e recomendável que você estabeleça KPIs mais específicos, a partir de métricas como, custos alocação de tempo e receita/lucro por colaborador.

Com planejamento e definição de boa métricas, você pode conseguir excelentes dados para calcular o seu ROI. Partindo de dados de pesquisas externas sobre ambiente de trabalho, como a da Gallup*, descobrimos que colaboradores com alto engajamento são em média 17% mais produtivos que os não engajados, mas que, em geral, apenas 33% se engajam proativamente.

E você? Sabe quais são os índices de engajamento na sua empresa? Implementando ferramentas mais amigáveis e voltadas à colaboração, você pode demonstrar quanto está ganhando com o aumento da produtividade.

 

*Rodrigo Perri é CMO da Inpartec

Recent Posts

Propagandistas chineses usaram ChatGPT para gerar conteúdo contra tarifas de Trump e expansão de data centers nos EUA

A OpenAI divulgou na última quarta-feira um relatório revelando que propagandistas ligados à China utilizaram…

7 horas ago

Anthropic pede ao Congresso americano que preserve leis estaduais de IA na ausência de regulação federal robusta

A Anthropic enviou ao Congresso dos Estados Unidos, na última quarta-feira, uma série de recomendações…

8 horas ago

Leo conclui migração para SAP S/4HANA e acelera estratégia de digitalização

A Leo, maior revendedora de insumos para marcenaria do Brasil, finalizou a migração de seu…

8 horas ago

NTT Data cria AI Office no Brasil para acelerar a transformação empresarial com IA

A NTT Data criou um AI Office no Brasil, uma iniciativa estratégica para inovar no…

9 horas ago

IA reduz em 90% o tempo de transcrição de acervo histórico da Santa Casa de Porto Alegre

O Centro Histórico-Cultural da Santa Casa de Porto Alegre encontrou na inteligência artificial uma forma…

10 horas ago

LinkedIn chega a 100 milhões de usuários no Brasil e mira a era dos agentes de IA

O LinkedIn anunciou hoje (10), em evento para imprensa em São Paulo, a marca de…

11 horas ago