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Redução de custo com telefonia IP não deve se basear em estimativas do mercado

Fazer o levantamento do histórico dos gastos com telefonia no passado recente e comparar este período como se estivesse adotado voz sobre IP é, na opinião de Carlos Eduardo Rocha, consultor de telco da BearingPoint, um fator-chave para elaborar o retorno sobre o investimento (ROI) antes de adotar esta tecnologia. “Para saber quanto se estima de redução de custo não adianta se basear em médias de mercado”, destacou.Foi o que Reinaldo D’Errico, CIO da Indiana Seguros, fez antes de migrar a matriz e quatro filiais para Internet Protocol, em um total de 331 ramais IP, sendo 80 utilizando softphones. Quando o projeto estiver concluído, daqui a 120 dias, toda empresa se falará através de rede IP. “Ignoramos todas as estatísticas de mercado para fazer o ROI”, acredita. Além deste argumento, para convencer a diretoria da necessidade do projeto, D’Errico frisou a necessidade de ampliação da capacidade da rede, que já tinha mais de cinco anos de uso, defasagem da central telefônica usada há dez anos e crescimento do call center. Em apresentação, na tarde desta quinta-feira (08/06) no painel “Telefonia IP: desafios e benefícios” durante o IT Conference, Rocha também salientou a importância do envolvimento das áreas financeira e tributárias da empresa no planejamento da implementação de telefonia IP. Levar em consideração em quantos pontos de presença (POPs) a empresa está e o fluxo em cada localidade são outros pontos que o gerente do projeto deve se atentar. Isto porque, caso não esteja presente em determinada localidade, será necessário contatar uma operadora, que terá de suportar o fluxo de dados da empresa.No entanto, todo projeto de implementação de telefonia IP pode ir por água abaixo se o chamado ‘change management’ não for feito adequadamente. “Não se pode passar novos hábitos para o funcionários sem explicar o porquê”, justifica Rocha. Tanto D’Errico quanto Mario Kadow, diretor de BPO da Telefutura, que recentemente inaugurou uma filial totalmente em IP, obtiveram a tão esperada redução de custo. Na Indiana, foram cerca de 15%, percentual que aumentará quando toda a estrutura estiver completa. “No nosso caso, a redução de custo decorre da integração dos escritórios”, conta Kadow. O call center implementou softphones e agregou o cabeamento único.

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