O imediatismo na busca por resultados de curto prazo tem influência direta na prioridade que os bancos dão a determinadas tendências tecnológicas. Apesar de vários assuntos serem considerados importantes, existe uma fila informal na hora de decidir o que é primeiríssima urgência e o que pode esperar um amadurecimento maior.
Esse ranking de prioridades foi detectado pelo sócio da consultoria Booz & Company, Gustavo Roxo, que o apresentou em um debate com CIOs de instituições financeiras durante o CIAB 2012. Ele separou as maiores preocupações em três níveis (alto, médio e baixo). A surpresa é o aparecimento de redes sociais e cloud computing como ?baixa prioridade?.
Segundo o diretor setorial de Tecnologia e Automação Bancária da Febraban, Luis Antonio Rodrigues, os receios de usar-se a nuvem no setor financeiro tem relação com custos e segurança. Já as redes sociais passam por um processo de aprendizado. ?Como canal de relacionamento ou promoção da marca é algo que se mostrou bom, mas por enquanto é tudo um embrião e vamos aprender aos poucos a lidar mais com as redes sociais?, comenta.
Veja a divisão detectada pela Booz Company.
Alta prioridade ? Automação de processos, Big Data ? trazem maiores oportunidades de ganhos para o negócio e maior retorno do investimento.
Média prioridade ?Revisão de arquitetura, segurança, Internet ? iniciativas importantes e já presentes, com retorno um pouco menor.
Baixa prioridade ? cloud computing, redes sociais ? tratadas como importantes, mas sem grandes utilizações no curto prazo e com retorno baixo.
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