Se a opção que passa pela sua cabeça neste momento é bloquear o acesso, pare, avalie e desista desta possibilidade. Embora pesquisas apontem que muitas empresas tomem esta medida, especialistas alertam que ela não é a mais acertada. O último levantamento sobre o assunto do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) apontou que 48% das companhias proíbem uso de sites de relacionamento, quando o ideal seria um trabalho de conscientização sobre o uso adequado destas mídias.
“Assim como orientamos as crianças para que não postem qualquer tipo de foto no Orkut, temos de orientar os funcionários para não inserir informação na rede. Ao bloquear, você pode eliminar possível ganho de conhecimento”, alerta Gargaro, da Deloitte.
Um estudo da Symantec com profissionais da Europa e América do Norte, produzido no início deste ano, revelou que, entre os funcionários que utilizam rede social no trabalho, 53% do tempo destinado a estas mídias tem propósito profissional. Isto reforça a tese de não bloquear, até para não entrar em choque com as novas gerações.
Como ensina D”Addário, da Daryus, se a empresa não está conectada e atenta às tendências, a segurança poderá ser surpreendida. “Não adianta achar que bloquear resolve. Terá de permitir algumas. Brinco que é preciso um pouco de psicologia. É preciso descobrir as redes mais usadas e as empresas têm de participar criando comunidades. Se conhece o público, é mais fácil adaptar a política de segurança”, aconselha.
Outro ponto importante – além da inclusão do item na política de segurança – é elaborar um manual sobre o uso adequado das redes sociais, com informações sobre o que se pode divulgar e como se posicionar em relação à companhia nestes sites. Diversas multinacionais possuem trabalhos neste sentido. A maioria com sucesso.
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