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Rede social Combatebook, o Facebook dos ringues, é criada por brasileiro

Foi por um nocaute de Junior Cigano, a quem pertence atualmente o cinturão dos pesos-pesados do Ultimate Fighting Championship (UFC), que Vicente Siciliano colocou os pés no octógono. E as mãos num projeto que ainda promete render muitos comentários no Brasil e mundo afora. Trata-se do Combatbook – rede social similar ao Facebook, porém, de nicho, dedicada ao público aficionado não só pelas artes marciais mistas, mas por todo tipo de luta.

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“Investimos inicialmente R$ 1,2 milhão na plataforma”, conta o herdeiro da livraria Siciliano, vendida em 2008 para a rede Saraiva. “Toda a programação é feita na Índia e tenho viajado constantemente para o exterior porque nosso objetivo é atuar em dez idiomas.”

O pontapé oi dado em novembro de 2011, quando a agência de marketing esportivo foi criada por Siciliano em parceria com André Duek, sobrinho do estilista Tufi Duek, fundador da Forum.

Foi enquanto a Siciliano Duek Sports buscava patrocínio para Junior Cigano que os laços com esporte se estreitaram. E o golpe de sorte não demorou. “Foi o primeiro cinturão da carreira e está com ele até hoje”, recorda Siciliano. “Captamos para aquela luta patrocínio da P&G, Totvs e Boní Açaí”.

Segundo Siciliano, o automobilismo foi deixado para trás. Agora, 80% do tempo está dedicado ao Combatbook. A ideia veio de um amigo e hoje sócio, Dante Palombo Jr, empresário e professor de Muay Thai. Também investe no projeto o expertise em marketing esportivo de Marcelo Bonfatti.

Juntos eles pretendem unificar o mundo das lutas e tornar a rede social uma referência do esporte. O Combatbook prevê atingir, no período de dois anos, 35 milhões de usuários ativos. Até lá, pretende lançar novas funcionalidades semanalmente.

Os planos de Siciliano são ambiciosos. “Vamos criar uma plataforma 360 graus, em que todos os envolvidos na indústria possam se informar e fazer negócios”, afirma. Isso envolve desde comércio eletrônico de produtos e até educação e eventos.

O patrocínio de novos atletas é outra aposta da marca que já conta com um time de nove lutadores como, Rafael Domingos, Juliana Teixeira e Gabi Garcia. “É algo realmente inovador e existe uma janela de oportunidades no País, tanto no mercado das lutas como o das redes sociais”, afirma Siciliano.

Compartilha da opinião do empresário o professor de marketing esportivo Celso Forster, da Escola Superior de Propaganda e Marketing. “Estamos apenas engatinhando por aqui”, diz. “Todo mundo se identifica com o espírito das lutas.

“Não é à toa que as Olimpíadas trazem a modalidade greco-romana. Ainda existe um grande preconceito, que tem sido reduzido quando emissoras como a Globo começam a transmitir as competições e popularizá-las”, avalia Forster, que também foi diretor de Marketing do World Wrestling Entertainment (WWE), a popular luta livre, exibida no país pelo Esporte Interativo. Estima-se que o contrato do UFC com a Globo seja de US$ 90 milhões anuais.

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