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Realidade virtual promete futuro brilhante. Entenda

A versão de consumo do Oculus Rift, um dos headsets mais populares de realidade virtual (VR, na sigla em inglês), já está disponível para pré-encomenda no site da Oculus. Isso significa que os consumidores estão agora a um passo de levar a realidade virtual, totalmente imersiva, para suas vidas. Contudo, há ainda um longo caminho a percorrer até que a tecnologia se torne protagonista no mercado.
Em texto publicado no site The Next Web, Ilan Regenbaum, que tem ampla experiência no mercado de venture capital, afirmou que há alguns meses comprou o kit de desenvolvimento do Oculus Rift porque queria experimentar a tecnologia em primeira mão e ver se ela realmente é o que muitos dizem ser. “Para meu espanto, fui incapaz de fazê-lo funcionar”, afirmou, completando que não foi por falta de esforço, mas sim ausência de conhecimento computacional.
Segundo ele, o Rift requer uma poderosa, e relativamente cara, placa de vídeo. “Apesar de trabalhar em um escritório cheio de startups de tecnologia, descobri que nenhum deles tinha o hardware necessário para executar o Rift”, detalhou. Segundo ele, hoje, somente 4% dos usuários de PCs estão preparados para executar de forma eficaz o Oculus.
Ele relata que, há alguns anos, quando testou o Google Glass – disponível atualmente apenas para o mercado corporativo – ficou muito impressionado com a tecnologia e pensou que agora, então, o Oculus Rift tinha grande chances de ser o precursor de aplicações inovadoras de realidade virtual.
Apesar dos desafios atuais da VR, Regenbaum acredita que há um futuro brilhante para a tecnologia. “Como acontece com qualquer nova tecnologia, existem desafios de crescimento, e os produtos raramente igualam-se à visão do inventor ou de early adopters”, relatou.
Em recente entrevista, Mark Zuckerberg, fundador do Facebook, e Michael Abrash, cientista-chefe da Oculus, descreveram de que forma uma tecnologia inovadora surge a cada dez ou 15 anos. Mais recentemente, isso aconteceu com o surgimento do smartphone e das redes sociais, espaço antes ocupado pela internet e pela lâmpada.
E, de acordo com Zuckerberg, VR é a tecnologia que vai mudar fundamentalmente a maneira como fazemos as coisas. Segundo ele, há grande oportunidade para empresas. “Por isso, acredito que VR se tornará tão banal quanto os smartphones são hoje”, finaliza Regenbaum.

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