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Realidade aumentada é vista como solução por empresários

A tecnologia de realidade aumentada, que encontrou espaço de crescimento dentro do mercado industrial, está vivenciando um boom por conta da expansão do contágio do novo coronavírus (Covid-19).

Por conta da aplicação do sistema de distanciamento social, muitas empresas estão buscando a criação de softwares customizados para permitir que profissionais como engenheiros e mecânicos consigam, mesmo de casa, auxiliar colegas no conserto ou manutenção de equipamentos.

Dentro desse novo cenário, as companhias que atuam no desenvolvimento dessas soluções estão presenciando um aumento expressivo de demanda. Um exemplo é a RD3 Digital: antes das medidas de quarentena para contenção do coronavírus, a expectativa de crescimento da empresa era de 15%. Com a pandemia, a projeção aumentou para 30%.

Segundo estudo da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial, ABDI, o mercado global de Realidade Virtual e Aumentada foi de U$S 3,2 bilhões em 2017 e deve movimentar aproximadamente US$ 100 bilhões (mais de R$ 480 bilhões) em 2020. Os números são cálculos estimados da IHS Market.

“A Realidade Aumentada surge como uma aliada dos mais diversos segmentos de atuação no mercado para dar continuidade a negócios e eventos que precisaram ser adiados e/ou cancelados no ‘meio físico’. É uma maneira digital e viável de as empresas continuarem se posicionando no mercado e, mais, responder a clientes de forma positiva e assertiva no meio de uma grande crise”, comenta Raphael Magri, um dos sócios da RD3.

Impacto financeiro

Nos últimos 15 dias, a RD3 teve um aumento de 50% nos fechamentos de projetos, em comparação com outros meses. Moda, imobiliário, ferramentaria e educacional são os segmentos que mais estão demandando novos projetos da empresa.

Segundo Magri, a Realidade Aumentada pode transitar por onde a imaginação permitir. “A tecnologia pode ser usada em favor de todos. Como as pessoas estão em casa, podem ativar a ‘RA’ apontando simplesmente para uma folha impressa, um catálogo virtual, um e-mail marketing ou para a página de um site. Isso faz com que a marca mantenha uma relação aquecida com o consumidor, mesmo ele não indo até a loja física,” comenta.

Um desses cliente é a Wings, que iria lançar seu primeiro projeto de empreendimento no início de abril, mas precisou mudar os planos por conta da expansão do Covid-19.

“Diante do cancelamento do evento, pedimos para a RD3 desenvolver um aplicativo móvel para que os clientes possam visualizar o apartamento dentro de suas próprias casas. Com a realidade aumentada o cliente pode ter sensações, visões e percepções como se estivesse andando dentro do local”, explica Fernanda Xavier, CEO da companhia.

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