Notícias

Quem é o Consumidor 3.0 e como o varejo físico pode retê-lo com Web-Analytics

Em tempos de consolidação da IoT (Internet das Coisas), ser um dono de um comércio tradicional bem-sucedido é um grande desafio. Hoje, o varejo físico não compete mais com a loja ao lado, mas com toda a Internet. Isso acontece porque mais de 76 milhões de brasileiros já têm acesso à web via smartphone e este pequeno aparelho pode representar o sucesso ou o fracasso de um negócio.

Com o avanço da tecnologia, um novo perfil de consumidor foi emergindo como um mero espectador das empresas com quem se relacionava, para um papel ativo e de controle. Se antes ele estava condenado a buscar as soluções e, muitas vezes, não as encontrava com preços acessíveis ou qualidade aceitável, hoje exige ser bem atendido, com eficiência e agilidade. Aliás, esse cliente até está disposto a pagar mais por serviços que contemplem essas características. Este perfil passou a ser chamado como Consumidor 3.0, e é reconhecido por ser bem informado, estar sempre conectado, e prezar pelo conforto em suas experiências de compra.

O novo consumidor não sai de casa sem saber todos os detalhes sobre o produto que deseja comprar. Ele tem como hábito pesquisar, comparar preços e consultar outras pessoas por meio das redes sociais. Com isso, o cliente é conduzido para um estágio avançado na sua jornada de compra quando chega a uma loja. Ele já entra em um estabelecimento sabendo que ali irá encontrar uma determinada marca e modelo do produto que deseja, sabendo suas principais características e com uma boa noção de preço.

Um levantamento conduzido pelo Google, Ipsos MediaCT e Sterling Brands, revela que 71% das pessoas que utilizam seus smartphones para pesquisa online afirmam que estes dispositivos estão se tornando cada vez mais importantes para a experiência de compra dentro das lojas físicas.

O varejo físico, assim como o digital, precisa estar munido de informações que possam lhe auxiliar a entender os momentos do consumidor dentro e no entorno de sua loja, e assim, tomar decisões a fim de retê-los. Uma vez que o comerciante tem esses dados, ele pode personalizar o atendimento ao cliente com interações por meio de um smartphone, ou outro dispositivo móvel e posicionar-se como um expert no produto ou serviço oferecido. As pessoas sentem-se mais confortáveis ao comprar de um especialista, que entenda não apenas da marca vendida, mas de todo o funcionamento daquele tipo de produto.

Dispositivos IoT permitem o mapeamento do consumidor
Felizmente, as tecnologias voltadas para o setor já permitem emular a prática de web-analytics em estabelecimentos físicos, ou seja, a capacidade do e-commerce de mensurar o comportamento de clientes no ambiente offline. Essas inovações possibilitam que comerciantes obtenham indicadores por meio de dispositivos de multisensores que, instalados em ambientes de venda, ajudam o varejista a entender os momentos do consumidor dentro e no entorno de sua loja, e a tomar decisões.

Os milhões de dispositivos IoT em posse dos consumidores permitem ao varejo físico um mapeamento de perfil mais preciso. Por meio de uma rede WiFi ativa, é possível ler o número de identificação (MAC Address) dos smartphones de cada pessoa que entra na loja, que passa a ser vista como um único visitante, independentemente de quantas vezes retornar ao local. Com isso, é realizado um filtro de quem deve ser contabilizado ou não, descontando funcionários e entradas duplicadas. Além disso, esse tipo de identificação permite que o lojista aprimore seu relacionamento com o cliente, uma vez que ele terá acesso a indicadores como a taxa de permanência, frequência, que o permitem otimizar o atendimento.

Para o varejista, essas informações são vitais. Para conseguir atender a essa nova geração de consumidores, os lojistas precisam se colocar na posição de comprador e entender sua realidade. O cliente dispõe de várias opções e uma infinidade de informações na palma da mão. Leve isso em conta e crie uma estratégia capaz de concretizar uma experiência de compra agradável e satisfatória.

 

(*) Walter Sabini Junior é sócio fundador da FX Retail Analytics

Recent Posts

SpaceX, Anthropic e OpenAI enfrentam riscos em possíveis IPOs

SpaceX, Anthropic e OpenAI estão no radar de Wall Street para possíveis aberturas de capital…

10 horas ago

Sistemas legados: como tomar decisões para garantir resiliência em setores críticos

por Eduardo Honorato Falar sobre infraestruturas críticas na Era Digital tem sua própria complexidade dentro…

14 horas ago

Sem equipes preparadas, IA não entrega transformação

A adoção de inteligência artificial (IA) nas empresas não depende apenas da disponibilidade de ferramentas.…

16 horas ago

Cohesity obtém patente para aplicar IA diretamente em dados de backup corporativos

A Cohesity anunciou a concessão da Patente Nº 12.619.501 pelo Escritório de Patentes e Marcas…

1 dia ago

Para Diogo Cortiz, maior desafio da IA é a falta de capacidade crítica para questionar suas respostas

Diogo Cortiz, professor da PUC-SP e doutor em Tecnologias da Inteligência e Design Digital, tem…

2 dias ago

Agentes de IA vão dar “superpoderes” a profissionais de TI, diz DJ Sampath, da Cisco

DJ Sampath chegou aos Estados Unidos há 30 anos com oito dólares no bolso e…

2 dias ago