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Quatro formas como uma mineradora aproveita a tecnologia mobile

A tecnologia digital está transformando a forma como trabalhamos e
vivemos. Antigamente usávamos mapas de papel. Mudamos para os aparelhos
de GPS e em seguida para os telefones celulares que nos mostram o
caminho por comando de voz e fazem várias outras funções. Podemos
monitorar e até controlar a temperatura das nossas casas a distância
usando a Internet das Coisas e a tecnologia mobile.

Essa
transformação também acontece na indústria da mineração.
Hoje muitas empresas falam na tecnologia digital e no seu potencial de
transformação. Há uma gama de oportunidades para melhorias nos processos
corporativos. Para a Vale, o verdadeiro
valor do digital está nas áreas operacionais.

O objetivo da transformação digital na mineradora é reduzir os custos de forma
significativa, aumentar a produtividade de pessoas e equipamentos e
reduzir os riscos de saúde e segurança para os empregados.

A diretoria
apoia uma estratégia de transformação digital baseada em três pilares:
TI Industrial para promover o uso da Internet das Coisas (IoT); análise
avançada de dados para prever e solucionar problemas antes mesmo de eles
ocorrerem; e mobilidade para liberar os empregados para realizarem
atividades operacionais.

A Vale está desenvolvendo seus próprios
aplicativos para que os empregados possam fazer por
celular ou tablet as atividades que antes eram realizadas em
computadores de mesa ou até mesmo em papel.

A “AppStore” disponível na
intranet da empresa já conta com 22 aplicativos. Essa mudança representa
um ganho enorme de produtividade.

Conheça quatro atividades feitas na mineradora que se tornaram muito mais fácil com o uso de aplicativos:

1 – Avisar que o conserto de um vagão de trem já está pronto

As
oficinas da Vale fazem manutenção de vários equipamentos, como por
exemplo os caminhões fora
de estrada, que carregam até 400 toneladas de minério de ferro – sua
altura é equivalente à de um prédio de dois andares. Ou as centenas de
vagões de trem que servem às duas ferrovias que a empresa opera: a
Estrada de Ferro Vitória a Minas e a Estrada de Ferro
Carajás, que liga Maranhão ao Pará.

Antes
da criação do aplicativo, a equipe de Planejamento preenchia uma folha
de papel com a
ordem de manutenção para os equipamentos e um empregado levava esse
papel até a oficina, onde o mecânico descrevia o que era feito, em
quantas horas e com quais peças. Em seguida uma pessoa buscava o papel e
o levava para o escritório, onde digitava tudo no
computador e inseria no sistema.

Mas
em 2011 foi criado um aplicativo chamado Siga Brizzo, pelo qual o
mecânico recebe a ordem
de manutenção de forma online, sem necessidade de papel. Foram
distribuídos 2.500 coletores de dados (mais conhecidos como palmtops) e
500 tablets pelos quais os empregados das oficinas consultam a ordem de
manutenção, inserem todos os dados do serviço e os
reenviam para a área de planejamento. Sem papel e sem retrabalho. Só no
ano de 2016 foram economizadas 376 mil horas de digitação, 7,8 mil horas
de deslocamento até as oficinas e 2,6 milhões de folhas de papel!

2 – Denunciar que alguém esqueceu uma tampa de bueiro aberta no meio do caminho e assim evitar
um acidente


Nas
indústrias o assunto de saúde e segurança é coisa séria. A Vale tem a
meta de chegar a dano
zero: não registrar nenhum acidente com lesão. Para isso, os controles
de saúde e segurança vêm sendo reforçados com a ajuda de quatro
aplicativos que estão disponíveis aos empregados próprios e terceiros da
empresa em todo o mundo.

Um
desses aplicativos é usado para inspeções; outro para relatar
incidentes ou “quase-acidentes”
– é possível até tirar fotos do ocorrido para enviar à equipe que fará
uma investigação sobre suas causas com o objetivo de identificar os
responsáveis e aperfeiçoar os controles.

Outros
dois aplicativos estão disponíveis aos empregados para denunciar
situações de risco,
que podem ser centradas na matéria (como um bueiro sem tampa ou um
corrimão de escada solto) ou na pessoa (por exemplo: um empregado que
não está usando o equipamento de proteção individual de forma adequada).

Digamos
que um empregado veja um bueiro sem tampa. Antigamente ele teria de
preencher um formulário
em papel e depositá-lo numa urna. Em seguida um profissional recolhia os
formulários, digitava as ocorrências no sistema e só aí a demanda
chegava para o setor responsável por solucioná-la. Desde meados deste
ano, o empregado já pode acessar um aplicativo em
seu telefone pessoal e fazer a denúncia no momento em que notar o
problema. Assim, ela chega imediatamente ao responsável. Denúncias como
essa são fundamentais para que se tomem providências a fim de evitar
acidentes.

3 – Informar que terminou uma viagem de trem de 600 quilômetros entre o Sudeste do Pará e
o interior do Maranhão


Imagine
que você é um maquinista de trem da Estrada de Ferro Carajás e acabou
de terminar sua
jornada de trabalho, percorrendo 600 quilômetros entre Parauapebas, no
Pará, e Alto Alegre do Pindaré, no Maranhão – o que compreende a maior
parte da ferrovia, cuja extensão total até São Luís é de 979
quilômetros. Tudo o que você mais quer é aproveitar seu
horário de descanso. Mas, por uma questão operacional, você precisa
registrar todas as atividades ocorridas ao longo da viagem, como por
exemplo, se ocorreu algum incidente.

Parece
simples, mas em algumas paradas ao longo da ferrovia os maquinistas se
alojam em hotéis,
que nem sempre têm computadores disponíveis. Além disso, em algumas
situações o maquinista termina seu percurso de trem e é levado por um
motorista da Vale de volta para sua cidade de origem. Antigamente ele
tinha de ser levado até a empresa somente para acessar
o sistema pelo computador e só então podia pegar um táxi para casa.

Pensando
nisso foi desenvolvido um aplicativo de celular em que os maquinistas
podem registrar
todas as suas atividades de qualquer lugar onde estiverem. Com a
novidade eles ganham até uma hora no retorno de suas viagens, eliminando
esse deslocamento desnecessário até a sede da empresa.

O aplicativo já está disponível para os maquinistas das Estrada de Ferro Carajás e também da
Estrada de Ferro Vitória a Minas.

4 – Indicar quais são os defeitos de um vagão de trem após uma viagem. São mais de 50 defeitos
possíveis!


Os
trens operados pela Vale viajam 979 quilômetros entre as minas de
Carajás, no Pará, onde
são carregados com minério de ferro, e o porto de Ponta da Madeira, em
São Luís, onde esse produto é embarcado para os clientes. São 330 vagões
em cada trem! Quando chegam ao porto, os trens são acoplados a um
equipamento chamado “virador de vagões”, que fazem
exatamente o que o nome sugere: viram os vagões, despejando o minério
numa correia transportadora que seguirá em direção ao terminal de
embarque. É nessa hora que dois empregados aproveitam para conferir se
há algum defeito nos vagões. Os que têm problemas
pequenos vão para as equipes de pátio e, em caso de defeito crítico, o
vagão é retido. São mais de 50 defeitos possíveis e ainda é preciso
indicar em que parte do vagão está o problema! Por dia costumam ser
registrados 139 defeitos por virador.

Antigamente
tudo isso era anotado em papel pelo inspetor. Em seguida outro
empregado pegava
os papéis e passava tudo para o computador. Era um gasto desnecessário
de material e uma perda de tempo. E ainda podia acontecer de o
responsável pela digitação não entender o que tinha sido anotado pelo
inspetor.

No
ano passado foi desenvolvido um aplicativo para tablet em que esses
dados podem ser inseridos
diretamente no sistema pelo próprio inspetor. A novidade começou a ser
implantada em abril. A inovação representa ganho de produtividade, com
melhor utilização dos recursos humanos, e impacto positivo para o meio
ambiente, com o menor uso de papel.

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