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Quantidade de robôs industriais crescerá 300% na próxima década

Robôs são um elemento chave na manufatura. Têm sido responsáveis por acelerar processos fabris e poupar humanos de esforços repetitivos e a tendência é que eles sejam cada vez mais onipresentes na indústria, segundo a mais recente projeção da ABI Research.

Levantamento da companhia indica que o número de robôs industriais vendidos nos Estados Unidos saltará cerca de 300% em menos de uma década.  Para ter uma dimensão mais concreta, o número de robôs vendidos no mercado norte-americano aumentou 40% nos últimos quatro anos, de acordo com dados coletados pela Robotic Industries Association. A indústria automobilística tem sua maior participação, representando 70% das remessas de robôs industriais norte-americanos em 2016, com US$ 1,2 bilhões gastos com máquinas, reporta o Recode

Eles estarão presentes até mesmo no comércio.  Já vemos robôs “caminhando” pela loja, fazendo o reconhecimento de imagens para dizer, em tempo real, se há produtos fora do lugar, com preço incorreto na gôndola e quais estão em falta na loja. Isso pode impactar diretamente no varejo, já que esse acompanhamento é feito muitas vezes manualmente por um funcionário terceirizado. 

A tendência para um futuro cada vez mais robótico não só se limitará ao chão de fábrica. Nos próximos anos, segundo um estudo da Universidade de Stanford, veremos a popularização de carros e caminhões autônomos; drones fazendo entregas; robôs para serviços domésticos; massificação dos dispositivos para monitorar a saúde pessoal e cirurgias feitas por robôs; realidade aumentada utilizada para educação; convergência de ferramentas para entretenimento; modelos preditivos para evitar a poluição ou melhorar a distribuição de alimentos para a população carente; câmeras, drones e programas para analisar padrões criminais e aumentar a segurança. 

 Robôs também serão bons candidatos para assumir “vagas” preenchidas hoje por humanos a medida que a Inteligência Artificial avança. Em janeiro deste ano, uma seguradora japonesa informou que substituiria 34 dos seus funcionários pelo sistema de computação cognitiva da IBM, o Watson. 

Funcionários humanos também deverão trabalhar cada vez mais ao lado de sistemas inteligentes. Por exemplo, um trabalhador poderia ter ao seu lado um assistente inteligente que encontraria informação necessária para um projeto antes mesmo que ele ou ela se dê conta da necessidade disso.

Para Dan Olds, analista na Orion Research, o uso da Inteligência Artificial é outra revolução tecnológica que mudará todos os tipos de trabalhos disponíveis.

De acordo com Andy Peart de Soluções Artificiais: “Em 2020 a IA será tão crítica para os negócios do serviço ao cliente quanto o website foi há 20 anos, ou o aplicativo móvel foi há cinco anos”. Já o Gartner prevê que, até 2018, os robôs irão supervisionar mais de três milhões de trabalhadores humanos.

“A medida que sistemas de Inteligência Artificial se tornam mais sofisticados e menos caros, funcionários no mundo todo verão algumas de suas funções substituídas por eles ou eles se verão cada vez mais trabalhando lado a lado com solução de I.A. em seus empregos. Isso significa que eles precisarão estar abertos para trabalhar com a tecnologia e construir um relacionamento produtivo com ela”, afirma Olds.

Há um ano, o World Economic Forum reportou que a próxima revolução tecnológica, que inclui inteligência artificial e robótica, poderia significar a perda de 7 milhões de empregos nos próximos anos. A contrapartida seria a criação de 2 milhões de empregos em campos como a Ciência da Computação, Engenharia e Matemática. É também esperado que a tecnologia crie novos empregos que irão substituir aqueles que os sistemas inteligentes estão assumindo. 

Não por acaso, a comissão dos Assuntos Jurídicos do Parlamento Europeu pretende que a Comissão Europeia proponha uma legislação capaz de resolver uma série de questões éticas e de responsabilidade no domínio da robótica. Isso inclui definir quem será responsabilizado quando um veículo autônomo estiver envolvido em um acidente.

Conceder aos robôs mais sofisticados e autônomos algum tipo de personalidade eletrônica pode resolver questões sobre quem é responsável por suas ações, sugere a comissão. Mais urgente do que a questão dos direitos dessas máquinas, no entanto, é a criação de um regime de seguro obrigatório que serviria para indemnizar as vítimas em caso de incidentes ocorridos na União Europeia (UE). 

Os eputados europeus querem ainda que uma agência da União Europeia possa atuar como conselheira sobre questões técnicas, éticas e regulamentares em torno da robótica. 

Pedem também a definição voluntária de um código de conduta ético para quem projeta e trabalha com robôs. O mesmo deverá incluir a exigência de que os desenvolvedores dessas máquinas projetem e incluam nelas algum tipo de interruptor, para estes poderem ser desligadas em caso de emergência.

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