Quando a lei (e a TI) dá aquela força para a mulherada

Logo chega o Dia Internacional da Mulher – 8 de março, e com ele a oportunidade de renovar o debate sobre as mais diversas conquistas que o público feminino alcançou. Uma das mais reconhecidas pela sociedade brasileira é a licença maternidade. Poder estar ao lado do recém-nascido ao longo dos primeiros quatro, seis meses é algo que vale recorrer ao velho clichê: não tem preço. A boa notícia é que a possibilidade de estender esse benefício por mais tempo está agora ao alcance de todos, e inclusive dos homens. Como assim? Com a ajuda da tecnologia e um empurrãozinho da nova legislação trabalhista.

Em novembro passado, entrou em rigor a nova lei do trabalhador e com ela a regulamentação do home office. Com base legal, as empresas ganharam segurança jurídica para adotar essa nova modalidade formal de trabalho e assim conceder esse benefício aos seus colaboradores. Para as mulheres, ter oportunidade de estender o direito por tempo indefinido é praticamente como estar no paraíso.

Trabalhar remotamente não é, óbvio, nenhuma novidade. Novo é a lei e as inúmeras soluções que começam a aparecer no mercado. Para os gestores de TI que pensam em oferecer esse benefício às trabalhadoras, a preocupação deve ficar por conta da segurança de dados e do controle da jornada de trabalho. E tem solução que faz isso? Tem! Usando as ferramentas certas, as empresas conseguem equilibrar a flexibilidade desejada pelas funcionárias e, ao mesmo tempo, garantir a segurança dos dados da companhia.

No trabalho remoto, a virtualização de aplicações permite que a colaboradora trabalhe de qualquer lugar, com qualquer tipo de conexão com a internet, usando qualquer tipo de dispositivo, seja tablet, smartphone, notebook. Quanto ao nível de segurança, basta definir de acordo com o perfil da funcionária ou com a aplicação que cada uma precisa acessar. E ainda que a nova lei reconheça que não há necessidade de fiscalizar horário do trabalhador remoto, a tecnologia também oferece esse controle, que pode ser feito de diversas maneiras.

A largada foi dada e 2018 pode ser o ano de uma virada na cultura corporativa no que tange a questão do trabalho remoto. Até porque todos ganham: empresas gastam menos e mantém talentos mais produtivas e felizes. Funcionárias ganham qualidade de vida cumprindo a jornada de trabalho ao lado do filho e até mesmo a sociedade e o meio ambiente se beneficiam, porque quanto mais gente trabalhando em casa, menos carros na rua. A tecnologia está aí para ajudar as companhias que quiserem surfar a onda do trabalho remoto e de quebra ainda ganhar muitos pontos de crédito com a mulherada.

*Ana Cerqueira é ERP (Enterprise Relationship Manager) da Citrix Brasil

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