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Qualcomm acredita que Brasil é campo rico para IoT

Para a fabricante de semicondutores Qualcomm, o Brasil é um campo rico para o desenvolvimento de internet das coisas (IoT, na sigla em inglês). Na visão de Cristiano Amon, vice-presidente-executivo da companhia, a evolução do modelo não vai depender única e exclusivamente da migração do IPv4 para o IPv6 e está em ritmo acelerado de crescimento.
“A questão do endereçamento vai se resolver. Mas, para a Qualcomm, por exemplo, não enxergamos somente o Bluetooth e o Wi-Fi como formas de conectar as coisas, mas também por meio do celular. Nesse cenário, a evolução do 4G e a chegada do 5G terão papel fundamental”. O executivo assinalou ainda que com a evolução do LTE e o surgimento de novas frequências, é possível resolver problemas de conexão entre coisas.
Ele relata que em breve a rede móvel vai possibilitar a criação e o uso de serviços que hoje não são possíveis, como controlar drones, carros, transporte público e ampliar o nível de confiabilidade de tolerância à falha. “Isso o 5G resolve”, pontuou.
Rafael Steinhauser, presidente da Qualcomm na América Latina, reforçou as oportunidades geradas por IoT. “É um mercado promissor”, relatou, indicando que carros da Fórmula 1 já estão usando sensores para usar a conectividade a favor dos pilotos em competições.  Como é o caso da Mercedes, que elegeu o semicondutor Snapdragon da Qualcomm para ajudar nessa tarefa. A tecnologia vai captar dados dos pneus para melhorar velocidade, eficiência e segurança do veículo da escuderia.
Outro exemplo citado pelo executivo foram os totens interativos instalados em Manhattan, New York. Lá, a Qualcomm ajuda a prefeitura a substituir telefones públicos por quase 10 mil totens, que além de oferecerem telefonia pública, permitem conexão com tablets, PCs e contam com Wi-Fi. “Vamos trazer esses totens para o Brasil”, adiantou Steinhauser.

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