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PT diz que pode contribuir com plano de banda larga

Em coletiva de imprensa nesta quarta-feira (28/07), convocada para abordar a venda da Vivo e a compra de participação na Oi, o presidente da Portugal Telecom, Zeinal Bava, teceu diversos elogios à economia brasileira, lembrou de quando participou do leilão para compra da Telesp Celular, há 12 anos, e frisou que o País ainda tem oportunidades na telefonia fixa com as quais se identifica.

“Há 12 anos dissemos que estávamos preocupados com curto prazo, quando olhamos o Brasil, (o País) tem todas as condições para ser quinta maior economia do mundo até 2015, é um mercado que apresentada crescimento econômico, inflação controlada e juros em queda. É um mercado estável e com perfil de risco materialmente diferente de quando investimos pela primeira. O real está a se firmar como uma moeda forte e tem sido um fato relevante nos últimos anos”, declarou Bava.

O executivo lembrou o movimento de convergência fixo-móvel que se assiste globalmente e já iniciado no mercado nacional, dizendo que há grandes possibilidades de rentabilidade nesse processo. Para ele, a redistribuição de renda e o aumento da população na chamada classe média são outros indicadores que fazem do Brasil um país-chave para a PT. “E temos muito trabalho em banda larga, onde a PT tem suas verdadeiras fortalezas”, avisa.

No que diz respeito à internet rápida, Bava disse ter grandes contribuições a dar para o Plano Nacional de Banda Larga, encabeçado pelo governo, frisando a baixa penetração do serviço no País. “Quando falamos do PNBL, que é muito semelhante ao que fizemos em Portugal, é nossa crença que são áreas onde temos experiência e é uma referência em nível mundial e podemos replicar em outros mercados.”

Ao finalizar a parte da apresentação dedicada exclusivamente à economia brasileira, Bava disse aposta no País “porque conhecemos, temos experiência de doze anos, habituamos à concorrência, aos desafios da dimensão continental, migramos CDMA para GSM com sucesso. O Brasil tem oportunidades no fixo com as quais nos identificamos e porque acreditamos que o mercado brasileiro aposta na inovação, o consumidor é exigente, quer soluções modernas e, se por um lado saímos da Vivo, também anunciamos reforço da aposta no mercado brasileiro que terá o nome Oi.”

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