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Próxima parada, data center cognitivo

O uso de inteligência artificial (AI) evoluiu nas empresas e chega agora ao data center. Muito além de monitorar o centro de dados, automatizando o gerenciamento de componentes de instalações, como energia e elementos de distribuição, resfriamento, sistemas de rack e segurança física, AI pode atuar de forma preditiva, evitando completamente paradas. A promessa é grande.

No data center, já há uma série de sensores que reúne dados da saúde das máquinas. Com AI, informações do tipo são analisadas por algoritmos que vão aprendendo conforme o tempo e apresentam insights sobre capacidade e desempenho.

Confiabilidade e a eficiência são as palavras-chave dessa nova era. Com o data center cognitivo, times que gerenciam o local não mais atuam para apagar incêndios em tempo real. A proposta é evitar que eles aconteçam, já visualizando o que acontecerá a seguir.

Jérôme Stoller, head de AI Incubator da Atos, aponta que a ideia é que com essa abordagem seja possível prever incidentes no data center, evitando prejuízos financeiros e de imagem. “Estudos mostram que uma parada de uma hora no data center gera perda de 1 milhão de euros. AI provê informações sobre quando o próximo incidente acontecerá e deixa o time pronto para remediar o cenário”, explica ele.

Segundo o executivo, a própria Atos está usando a tecnologia em seu data center, permitindo visibilidade total do ambiente. “Pudemos prever 96% dos incidentes. Não tivemos nenhum incidente e apenas 5% defalsos positivos. É um modelo bastante assertivo”, revela.

A aposta do executivo é a de que no futuro, AI proporcionará ao data center mais insights à medida que a empresa toma decisões sobre onde executar determinadas cargas de trabalho. É, de fato, uma tendência que chegou para ficar.

*A jornalista viajou a Paris, na França, a convite da Atos

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