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Provedores planejam serviços de mobilidade com WiMax

Quase dois terços dos provedores de serviços ouvidos para um levantamento da Infonetics Research planejam usar WiMax para serviços de mobilidade até 2012. O estudo mostra que mais de 90% prevê chamadas VoIP também em redes com a tecnologia. Isso revela que o WiMax tem “um rico ambiente de serviços” no curto prazo, ainda que existam alguns pontos-chave para serem tratados, avalia Richard Webb, analista da empresa de pesquisa.

Uma das preocupações, em particular, é o número limitado de dispositivos móveis que suportam WiMax e a dificuldade de produzir modelos de preço onde o ARPU (receita por usuário) seja baixo, como em países em desenvolvimento, aponta Webb. “A indústria de WiMax precisa lutar contra o relógio para vencer esses desafios se quiser ser a tecnologia de banda larga padrão no longo prazo.”

A Clearwire – operadora norte-americana que aposta no WiMax como a quarta geração de banda larga móvel – afirmou na quarta-feira (04/08) que testaria a tecnologia Long Term Evolution (LTE) sozinha e em “múltiplos cenários coexistente” com WiMax.

Outro achado do levantamento “WiMax Services Strategis: Global Service Provider Survey”, da Infonetics, é que as prestadoras de serviço planejam diversificar o escopo de produtos ofertados via WiMax até 2012. Em diversas regiões no mundo, há uma demanda contínua por acesso à banda larga via solução “wireless DSL”, diz a Infonetics. Nos Estados Unidos e em outros mercados maduros também ainda existem áreas pouco servidas, o que cria uma oportunidade para a tecnologia WiMax, diz o estudo.

Até 2012, mobilidade completa será oferecida por pelo menos 64% dos provedores participantes da pesquisa, contra 24% em 2010. Eles aproveitarão o crescimento contínuo na quantidade de smartphones disponível no mercado. Modens USB ainda continuarão sendo objeto de escolha constante no início.

A disponibilidade de aparelhos móveis que suportam WiMax continua sendo a principal dificuldade apontada pelos participantes. Eles terão ainda que superar problemas com marketing e posicionamento da tecnologia, assim como canais de distribuição, disponibilidade de serviços corporativos e definição de modelo de preço para mercados emergentes, aponta a Infonetics.

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