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Provedores colocam poder de compra como vantagem

Quando alguém fala em migrar para o modelo de computação em nuvem, a questão dos custos surge sempre como algo primordial. Ainda que muitos não coloquem isso em primeiro lugar, ele sempre aparece, em meio a ganho de eficiência, acesso a tecnologias mais avançadas, TI verde e, sem a necessidade de gerir uma infraestrutura, mais tempo para pensar em projetos mais estratégicos. Mas o tema é controverso. Em relação aos custos, por exemplo, é comum encontrar alguns críticos, dizendo que, no longo prazo, ir para cloud computing encarece a operação de tecnologia, há ainda os que colocam essa opção como ideal para PMEs, que têm pouco dinheiro para investir.

Os provedores de nuvem, entretanto, refutam as críticas e afirma que seus serviços melhoram a operação e geram economia de recursos. Um desses diversos debates em torno do tema aconteceu durante o Encontro Genexus, em Montevidéu, Uruguai. Dividiam o mesmo palco Google, Microsoft e Amazon. Apesar disso, não houve provocação entre os executivos. Muito pelo contrário. Quando se falava sobre economia de recursos, especificamente, Wilson Pais, gerente de novas tecnologias da Microsoft Chile, foi enfático ao lembrar que as três companhias ali presentes compravam boa parte da produção de servidores.

?Temos um poder de compra muito grande. Nenhum cliente consegue preço melhor?, frisou. Além disso, o executivo levou o exemplo de uma empresa chilena de jogos que só foi viável, no entendimento dele, por conta da nuvem.  ?Essa companhia que produzia jogos para Facebook e acaba de ser vendida para um grupo japonês, quando começou, se investisse numa estrutura própria, não poderia calcular os acessos que teria fora do país. Eles tiveram mais de 50 mil usuários na Turquia e só tiveram êxito por usar a nuvem. A Microsoft tem um serviço de replicação onde os usuários acessam o conteúdo (independentemente de onde está armazenado) como local. Sem nuvem esse negócio não seria possível.?

É verdade, no entanto, que o exemplo usado por Pais reforça a tese de que a nuvem vale a pena para companhias de menor porte e com menos recursos para direcionar a uma estrutura de tecnologia. E no que tange a negociação de servidores, é complicado comparar o poder de compra de três grandes players do mercado de TI.

Mas mesmo diante de desafios e críticas, os provedores têm assistido a um crescimento na adoção de nuvem. Nicolás Bortolotti, gerente de programação do Google, por exemplo, ressaltou que a companhia aposta em cloud há muito tempo, até pela natureza do negócio, e se mostrou surpreso com a adoção (apenas neste ano, a previsão do Gartner é que computação em nuvem movimente US$ 109 bilhões). Mas pontuou que ainda é preciso ?colocar o novo paradigma na cabeça das pessoas?, especialmente, para ambientes híbridos.

 

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