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Prós e contras de monetizar o app na estratégia de marketing digital

Não se pode falar em posicionamento digital sem falar em aplicativo. Hoje cerca de 50 mil novos apps são baixados a cada minuto.  E a cada dia, diferentes empresas investem nesse tipo de tecnologia, seja para criar relacionamento maior com o cliente ou mesmo para melhorar o engajamento interno da equipe.  Então, por que não aproveitar a credibilidade gerada no canal para monetizar essa estratégia de marketing?

Há duas maneiras de transformar o tráfego do seu aplicativo em moeda. A primeira delas é torná-lo uma plataforma de propaganda. E isso significa ser pago com base em impressões ou cliques. Uma impressão é quando alguém vê um anúncio. Assim, a cada determinado número de visualizações ganha-se uma quantia. E o clique é simples, só se ganha se alguém clica no anúncio.

O tipo de anúncio oferecido na plataforma influencia também a taxa de pagamento.  Um exemplo: pode-se cobrar mais por um vídeo em vez de um banner estático.

Vale lembrar que tudo depende da estratégia adotada e da boa execução do planejamento. Embora possa gerar receita, às vezes os anúncios podem ser intrusivos para a experiência do usuário. Ou seja, exagerar pode ser um tiro no pé.

A segunda forma de monetizar o aplicativo é combinar a publicidade com e-commerce. Um exemplo: oferecer uma atualização premium e paga para usuários que não desejam ver anúncios enquanto usam o aplicativo.

De toda forma, um bom aplicativo é aquele que ajuda as pessoas de alguma maneira. E quando se fala de marketing digital esse aplicativo deve fazer algum sentindo nas etapas da jornada de compras: atrair, converter, relacionar e vender.  Não necessariamente precisa fazer tudo isso, mas é importante que ofereça uma boa experiência para o consumidor em algumas dessas etapas.

Mas as vantagens de incluir um app na estratégia digital, sem dúvida, quase sempre vencem. Entre os pontos positivos destaca-se a segurança. Com a tecnologia é possível ter uma assertividade maior na identificação dos clientes de bancos, por exemplo, incluindo a geolocalização, reconhecimento facial, utilização da identidade via impressão digital, validação de dados digitais, que garantem uma navegação mais segura e rápida.

Então, é desejo de quase toda marca investir nesse canal de comunicação e atendimento, utilizando essa janela de oportunidades que pode se tornar mais útil que os aplicativos de redes sociais e troca de mensagens.

Afinal, de acordo com uma pesquisa do Google, até o próximo ano serão cerca de 9 bilhões de unidades de smartphones em uso frente a 1,8 bilhões de computadores e tablets. E há de se levar em conta ainda que os usuários já passam em média 60,3 minutos por dia nos apps, contra 22 minutos por dia navegando na web do celular.

É ou não é um bom motivo para incluir o aplicativo no posicionamento digital?

*Thiago Cavalcante é diretor de Novos Negócios e sócio-fundador da Adaction, startup especializada em ações de mídia digital, que tem na carteira clientes como Bradesco, Banco Next, Nestle e Bayer. 

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