Programa TechD soma 47 empresas inscritas

A Softex, em parceria com o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), anunciou no final do mês de junho o lançamento do Programa TechD de apoio a tecnologias emergentes. Sua missão é fazer a ponte entre o universo empreendedor e o de pesquisa por meio da integração e da maior convergência entre startups, centros de P&D, universidades e empresas do setor produtivo.

A proposta do TechD é impulsionar, com recursos da ordem de R$ 18 milhões, projetos inovadores focados em quatro linhas temáticas: IoT, Saúde, Energia e Mobilidade. O programa prevê a concessão de até R$ 500 mil em subvenção por projeto de tecnologia selecionado, a serem somados a possíveis investimentos de empresas.

A primeira fase do Programa envolveu a assinatura de parcerias com as instituições que apresentaram capacidade de desenvolvimento tecnológico dentro dessas quatro linhas temáticas e firmou 22 acordos com Instituições de Pesquisa Científica e Tecnológica (ICTs), centros de P&D e universidades.

Na segunda fase, encerrada no final de agosto, médias e grandes companhias interessadas em desenvolver tecnologias através de processos de inovação aberta – as chamadas empresas-âncora – foram convidadas a integrar o programa. Elas participarão testando ou investindo nas tecnologias, oferecendo contrapartida financeira pelo projeto de seu interesse, entrando no negócio como sócias ou, ainda, obtendo exclusividade no emprego dessas soluções.

“Recebemos 47 inscrições, um número que superou nossas expectativas. Trabalhamos nesse momento na análise dos documentos, no pré-cruzamento das linhas de pesquisa com os subtemas das ICTs e no matchmaking entre as empresas inscritas e as ICTs”, explica Diônes Lima, vice-presidente da Softex.

Na sequência terá início a terceira e última fase do TechD com o lançamento de uma chamada pública para que startups ou pesquisadores proponham projetos que apresentem soluções tecnológicas a serem validadas junto às empresas-âncora selecionadas. As soluções desenvolvidas também serão validadas junto ao seu mercado potencial tanto no Brasil como no exterior.

O vice-presidente da Softex destaca que o programa aproveita a tendência de inovação aberta para fomentar o desenvolvimento de tecnologias com maior valor agregado. “Ao estimularmos negócios inovadores alinhados às novas tendências tecnológicas estamos colaborando simultaneamente para fortalecer o ecossistema de startups nacional e, também, o de inovação e pesquisa. Somente dessa maneira tornaremos o país menos dependente de tecnologias internacionais e mais competitivo no mercado global”, conclui Diônes Lima.

Para a sua realização, o TechD conta com as parcerias estratégicas da Sociedade Brasileira de Computação (SBC), da Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Anprotec) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

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