Em tempos de falta de mão de obra especializada, toda ajuda é bem-vinda. A InformationWeek Brasil, em especiais sobre a carreira e em diversas ocasiões, aborda essa questão. Em uma dessas coberturas, indústria e universidades tinham visões divergentes quando, na verdade, precisam de parcerias, o que, cada vez com mais frequência, tem acontecido. No caso da SAP, a ideia é se aproximar da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e, ao mesmo tempo, dar oportunidade aos estudantes de cursos integrais que geralmente não conseguem participar de programas de estágio.
Como explica Adriana Kersting, diretora de RH do SAP Labs, localizado em São Leopoldo (RS), trata-se de um projeto piloto que, a depender do resultado, deve ganhar novas edições e ampliar o número de beneficiados. ?O intuito é fazer com que o estudante possa conhecer o ambiente SAP e se interessar pela companhia, além de falar para os colegas na faculdade os benefícios que a SAP oferece. Queremos criar esse networking?, pontua.
O programa está estruturado para que o estudante (de qualquer período, preferencialmente a partir do 2º semestre) passe dois meses estagiando no SAP Labs. Lá, eles são divididos em dois grupos: um ficará na área que eles chamam de globalization, onde é feita a localização de softwares para América Latina e alguns países europeus. Eles recebem um projeto específico e têm os dois meses para analisar o problema, traçar uma solução possível e desenvolver tecnicamente. Os demais vão para uma área que atua junto aos parceiros e a dinâmica é praticamente a mesma. ?Queremos que ele traga ideias, desenvolva um pensamento. O foco do programa é criatividade e inovação.?
A SAP frisa que o programa de verão, neste momento, é exclusivo para os estudantes da UFRGS, que têm aula em período integral. Existe outro programa de estágio tradicional, chamado de Rotation Program, onde alunos de outras universidades e cursos com horários estabelecidos, em geral, noturno, concorrem a uma posição para estagiar por dois anos. ?Achamos uma forma de trazer para cá (os estudantes da federal) e com certeza o objetivo é ter esse projeto como um programa padrão. Essa primeira turma será importante para sabermos como caminhar?, avalia.
Questionada se existe a possibilidade de programar uma edição para as férias do meio do ano, a diretora de RH não descartou a ideia e informou que isso será estudado assim que essa primeira turma finalizar os trabalhos. É possível, também, que a iniciativa seja adotada em outras praças. Não há nada certo, mas Adriana avisou que o intercâmbio de boas ideias entre as filiais é bastante comum, o que não mata a probabilidade de assistirmos algo parecido em São Paulo, por exemplo, onde a SAP mantém um laboratório de coinovação.
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