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Procura-se arquiteto de informação

Antes a máquina se comunicava com a máquina e então surgiu o homem. Mas a complexidade não deixou de existir. Quem nunca teve dificuldades para encontrar informações em um site? Quantos não desistem de uma compra online devido a uma arquitetura de informação inadequada?

Se o termo arquitetura da informação soou estranho, seja apresentado a uma das profissões da atualidade no Brasil. “A profissão não é nova, ao contrário do que muitos possam afirmar. Na metade da década de 70, o mundo já experimentava um volume crescente de informação, que surgia de todos os lados e de forma desorganizada”, diz Fábio Palamedi, professor de pós-graduação de Arquitetura de Informação na FIT e Consultor de Arquitetura de Informação para gerência de concepção de produtos da diretoria de P&D do UOL.

A novidade é que até então, não existiam cursos para os profissionais de AI no mercado brasileiro. Segundo Palamedi, o cenário brasileiro é bem diferente, comparado a países como Estados Unidos e Canadá, em que os “job´s descriptions” são muito mais claros, ou seja, no Brasil é muito mais difícil de se encontrar especialistas, porque os profissionais acabam exercendo outras funções paralelas.

Segundo pesquisa de Guilhermo Reis, mestre pela ECA-USP e criador do site Guilhermo, popular entre os profissionais de AI, mais da metade da categoria dedica até 50% do seu tempo de trabalho para a Arquitetura de Informação.

A falta de um “job description” no Brasil dificulta muito a vida de quem está iniciando. “Como ninguém sabe ao certo o que o Arquiteto de Informação faz, existe todo o tipo de oferta de trabalho. Para o AI, é preciso saber identificar as oportunidades que realmente são pertinentes a profissão”, explica Palamedi. Por outro lado, no IA Institute, uma organização mundial que visa promover a AI mundialmente, já conta com 1.400 membros de 80 países.

Simplificar
Mas afinal, o que faz um Arquiteto de Informação? Seu criador, Richard Wurman, definiu: tornar simples o complexo.

Um bom arquiteto de informação deve oferecer aos usuários facilidade de entendimento e recuperação de informação. Segundo uma pesquisa do Nielsen Norman Group, 27% das causas de insucesso das vendas de um site se devem ao fato do usuário não conseguir encontrar o produto que estava procurando. Comece a perceber, mas sites em que o conteúdo é facilmente encontrado podem estar munidos de especialistas de AI.
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Na segunda-feira (15/09), o instituto de pesquisa Nielsen fez um comparativo com o estudo realizado há sete anos e uma das constatações é de que 64% dos usuários conseguem encontrar informações facilmente em um site. 

Os profissionais de AI de hoje atuam mais na área de web e são responsáveis principalmente por mapas mentais, que consistem em formas de agrupar e organizar informações similares ou que fazem parte de um grupo de interesse; wireframe, que é basicamente um esqueleto de como o site será organizado e sitemap, que tem por objetivo construir uma representação hierárquica de páginas de um site. Mas um dos principais aprendizados do arquiteto de informação é saber quem é o usuário e porque ele precisa daquelas funções.

De acordo com estudo realizado por Guilhermo Reis, 58% dos profissionais de AI são autodidatas, enquanto apenas 10% fizeram cursos sobre o tema. A novidade é que já são oferecidos cursos de pós-graduação aos profissionais. A exemplo da Faculdade Impacta Tecnologia (FIT) , cujo programa dura 18 meses preenchidos por uma carga horária de 400 horas e a ESPM do Rio de Janeiro.

Outras instituições, como a Extensiva e a Jump Education oferecem cursos livres de curta e média duração. A média salarial desse profissional é de 3 mil a 5 mil por mês.
Um profissional muito confundido com o AI é o Arquiteto de usabilidade. Mesmo porque uma parte deste trabalho está na arquitetura de informação.

“Muitas empresas estão contratando arquitetos de informação, ao invés de arquitetos de usabilidade. São profissionais distintos”, explica Amyris Fernandez, professora do curso de Usabilidade e Testes de Usabilidade in-company e coordenadora do curso de Comunicação com o Mercado Através de Mídias Digitais da PEC FGV.

Um dos principais objetivos do Arquiteto de Usabilidade é fazer com que o usuário esteja confortável e aceite o trabalho proposto dentro do sistema. “Usabilidade é tornar todos os aplicativos mais compreensíveis ao seres humanos”, diferencia Amyris.

A diferença é que nessa área o profissional irá antecipar os possíveis erros que o usuário irá cometer, como por exemplo, evitar erros no banco de dados e pensar na possibilidade das pessoas não conseguirem entender o conteúdo e por isso deixarem de acessá-lo.

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