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Privacidade de dados: sua importância e como se tornou uma questão global

Os dados pessoais têm sido alvo de muitas notícias no último ano. Vimos uma violação de dados realmente impressionante acontecer em uma empresa de arquivos de crédito, companhias aéreas e até mesmo naquelas que deveriam saber gerenciar melhor esses dados, como por exemplo um fornecedor de proteção de dados.

Neste ano, entrou em vigor o Regulamento Geral de Proteção de Dados da União Europeia (GDPR) e a Lei de Proteção de Dados Pessoais no Brasil. É difícil lembrar de uma semana em que não vimos uma história de violação de dados veiculada de forma proeminente pela mídia. O que também é interessante é que o assunto mudou de lojas de tecnologia e negócios para o mainstream.

A jornada desse tópico por meio da mídia levou a uma maior conscientização pública sobre os dados que quase tudo o que fazemos deixa para trás. Eu diria que é uma trilha de dados, mas isso realmente é mais um rastro, percorrendo caminhos muito mais longos do que a maioria das pessoas acreditam. Isso estimulou uma maior compreensão do valor, sensibilidade e natureza pessoal da “trilha de dados”, mas ainda há algum caminho a percorrer antes que as ramificações sejam compreendidas pelas massas.

Com dados pessoais sendo coletados em uma taxa cada vez maior, e com os saltos na tecnologia usado para alavancá-lo, não é de se estranhar que os estados, países e blocos comerciais procurem aumentar a regulamentação nessa área. Atualmente, há muito mais discussões sobre a lei de Proteção de Dados Pessoais no Brasil e o GDPR, o qual tem sido o principal responsável por despertar esta consciência em todo o mundo, inclusive aqui no Brasil. E, acredite ou não, espera-se que a União Europeia fortaleça o GDPR com outro regulamento, a Lei de Privacidade Eletrônica (ePrivacy Act), em um futuro não muito distante.

Diante disso, está o fato de que, na maioria das organizações, a manipulação, o gerenciamento, o uso e a segurança dos dados são muito mais democratizados do que os executivos gostariam de pensar. Então, como profissional de TI, combinando essa ideia de democratização com o aumento do risco cibernético e multas sérias decorrentes de novas regulamentações globais, suas responsabilidades como “guardião de dados” acabaram sendo supervalorizadas.

Os especialistas estão disponíveis para ajudá-lo a desassociar suas responsabilidades de privacidade dados. O resultado dessa discussão é o seguinte: nenhum profissional de TI pode se esconder do impacto que as regulamentações de privacidade estão no Brasil e em todo o mundo. Então, não perca tempo para aprender sobre essa área fascinante e cada vez mais importante!

*Bruno Lobo é country manager da Commvault no Brasil

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