No embate entre o trabalho remoto e o presencial, tecnologias como a da TeamViewer surgem como habilitadoras do trabalho híbrido e da harmonia entre os defensores de ambos os modelos
O fim da pandemia e da obrigatoriedade do trabalho remoto colocaram em xeque o modelo laboral praticado pelo mundo corporativo e vem criando atritos entre os profissionais que defendem o modelo híbrido e os departamentos de Recursos Humanos que pleiteiam o retorno do trabalho presencial. Para Georg Beyschlag, presidente da TeamViewer nas Américas, tecnologias como as desenvolvidas pela companhia podem reduzir o conflito, ajudando a consolidar modelos híbridos de trabalho e, mais que isso, garantir que as empresas se destaquem na retenção de funcionários e na sustentabilidade.
O executivo reconhece que, entre o remoto e o presencial, muitas instituições têm optado pelo modelo híbrido de trabalho – que, de um lado, oferece a flexibilidade para que os colaboradores trabalhem de casa e, de outro, incentiva também as reuniões presenciais que atuam mais efetivamente na construção da cultura corporativa. A união e a utilização do melhor dos dois mundos, o remoto e o presencial, dependem muito da tecnologia escolhida e, segundo Beyschlag, a TeamViewer não apenas possibilita como garante que tal modelo de trabalho seja eficiente, prático e seguro.
“Com o TeamViewer, todos trabalham no mesmo servidor, construindo modos seguros para que os profissionais se conectem aos seus ambientes de trabalho a partir de qualquer dispositivo”, explica, ressaltando ainda que a preocupação com segurança é especialmente crítica em uma dinâmica que envolve áreas de RH que lidam diariamente com dados confidenciais e com cibercriminosos cada vez mais sofisticados em suas violações de dados. Além disso, o modelo híbrido atende às expectativas dos colaboradores que buscam um ambiente moderno.
Em outra frente, a consolidação de um modelo híbrido de trabalho tem forte influência nas métricas de sustentabilidade das instituições corporativas. “A conectividade remota ajuda as empresas a reduzirem significativamente as viagens – e isso é fundamental na redução de suas pegadas de carbono”, afirma o presidente da TeamViewer nas Américas. Um estudo realizado pela TeamViewer apontou que as soluções da empresa de tecnologia ajudaram seus clientes a reduzirem suas emissões em 37 megatons de CO2, com muitos deles próximos de zerar as emissões.
Beyschlag destaca ainda que a tecnologia da TeamViewer pode ter papel fundamental inclusive junto à força de trabalho que ainda não trabalha conectada, permitindo a capacitação à distância desses profissionais. “Essa é uma área onde vemos uma grande oportunidade”, diz. O executivo acredita que, em um futuro próximo, soluções como o TeamViewer serão utilizadas no treinamento, por exemplo, de profissionais da saúde e técnicos de campo.
“Poderemos digitalizar e potencializar o treinamento destes profissionais, muitas vezes ao vivo, com o uso de realidade aumentada e wearables, como óculos inteligentes”, prevê. “Tornar isso realidade não é uma questão de tecnologia, mas de obter os padrões corretos de segurança e conectividade, o que deve acontecer em dois ou três anos”, completa.
Esse é apenas um dos movimentos que devem ter influência direta na digitalização dos ambientes de trabalho, que devem ser também influenciados por outras tecnologias. A previsão de Beyschlag é que outras abordagens, como realidade mista, computação espacial, Inteligência Artificial (IA) e gamificação, devem entrar em cena muito em breve. “A IA, por exemplo, será fundamental, mesmo que ainda seja muito cedo para saber como irá impactar nossas vidas. O fato é que todas essas tecnologias desencadearão importantes discussões sobre segurança, privacidade e propriedade de dados, dando ainda mais impulso a essas áreas”, diz.
Tal cenário não está longe de acontecer também na América Latina. Mesmo reconhecendo diferentes graus de maturidade entre as empresas da região e as europeias e norte-americanas, o executivo afirma que os mercados do Brasil e do México costumam também ser rápidos na adesão às novas tecnologias. “Eu diria que as empresas norte-americanas são as primeiras a adotar toda a tecnologia e que muitas de nossas aplicações industriais são impulsionadas pela demanda de nosso mercado doméstico na Europa”, explica.
Para Beyschlag, toda adoção de tecnologia, seja por empresas ou consumidores, tem um forte componente que estaria relacionado à alta cultura de tentativa e erro/acerto bastante cultivada nos Estados Unidos, por exemplo. “Mesmo assim, o Brasil é definitivamente um mercado-chave e um dos mais importantes para nós na América Latina”, diz, lembrando que as características de cada mercado são parâmetros essenciais para a tomada de decisões da TeamViewer no que diz respeito aos investimentos e às atividades locais de vendas e marketing.
A chegada de tecnologias inovadoras e a consolidação de novos modelos de trabalho indicam um futuro promissor para a TeamViewer. Beyschlag afirma que a companhia líder em tecnologias de conectividade remota e digitalização de ambientes de trabalho é hoje movida por dois objetivos centrais: conectar pessoas e superar barreiras geográficas e operacionais. “A perspectiva de auxiliar pessoas e empresas a superar desafios é algo que realmente me emociona, assim como nossa capacidade de fornecer assistência vital na adaptação a essas mudanças”, diz, garantindo que a TeamViewer continua comprometida em fornecer suporte para ambientes de trabalho em constante mudança e em processo de transformação digital.