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Positivo fecha parceira com Oi e TIM para venda de celulares

A Positivo Informática dá mais um passo em sua estratégia de dispositivos móveis. A partir desse mês, aparelhos da marca chegam às lojas da Oi e TIM. A fabricante espera que esses acordos intensifiquem negócios e amplifiquem cobertura geográfica, uma vez que as operadoras respondem por 40% das vendas de celulares no Brasil.

“Não poderíamos ficar de fora desse canal”, sintetiza Norberto Maraschin Filho, vice-presidente de mobilidade da empresa. Até então, os celulares da marca eram comercializados por uma rede composta por mais de 10 mil pontos no varejo e 9 mil revendas no país.

O executivo cita que há conversas em andamento para alianças semelhantes com Vivo e Claro. “Estamos discutindo o portfólio já para Q1 [primeiro trimestre do próximo ano fiscal da fabricante] com essas operadoras também, mas depende um pouco deles”, antecipa o executivo.

O mercado brasileiro comercializou 36 milhões de smartphones em 2013, segundo números da IDC. A expectativa é que esse número dobre em 2018, chegando a 72 milhões de aparelhos. “Quando existe crescimento é mais fácil porque abre novas oportunidades todos os dias”, anima-se.

O negócio de celulares ainda é pequeno nos resultados da fabricante. A certeza é que esse percentual cresça. “Estamos colocando 100% de nossa energia em mobilidade”, diz Maraschin, apostando que as iniciativas de celulares acompanham a dinâmica pela qual passa o mercado local.

“Temos um grande desafio organizacional de criar uma nova unidade de negócios. Queremos repetir em celular o que fizemos em computadores”, comenta o VP, comparando os smartphones hoje na mesma posição que os PCs ocupavam no início da última década.

A aliança com as telcos deve garantir outros ganhos adicionais. “Quando se ganha volume, se ganha eficiência e poder de negociação com os fornecedores. É um circulo virtuoso muito importante”.

Recentemente a Positivo internalizou a produção de smartphones na planta de Curitiba (PR), o que, na visão da empresa ampliou a competitividade dos produtos da marca. Na fabrica, possui capacidade de montar 80 mil aparelhos por mês. Há possibilidade de expansão das linhas de acordo com a necessidade.

A empresa não detalha qual foi a variação no volume de produção com esse processo de internalização nem se a linha de montagem já trabalha a todo vapor, por se tratar de um esforço bastante recente da organização. “O que posso dizer é que estamos nos preparando para uma  maratona e ainda estamos na largada”, compara Maraschin.

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