O compartilhamento dos bancos de dados das operadoras representa o maior desafio para as telcos se adequarem à portabilidade numérica. Paulo Henrique Souza, vice-presidente para o Brasil da Tekelec, explica que a consolidação das bases em um banco único, que servirá a todas operadoras (atendendo à exigência da Anatel), é a maior dificuldade que os departamentos de TI enfrentarão. “A preocupação será com relação à bilhetagem do cliente”, assinala, lembrando que possíveis problemas, como fraudes e cobrança dupla, podem ocorrer. No caso da telefonia fixa, Souza acredita que o desafio será maior ainda, porque as centrais telefônicas são muito antigas. O executivo estima que o mercado movimentará cerca de R$ 2,5 bilhões para se adequar. Se todos os prazos estipulados pela Anatel forem cumpridos, a portabilidade será realidade no primeiro semestre de 2008. Já a parte que envolve a tecnologia que possibilita a troca de CDMA para GSM, na opinião de Souza, não representa uma dificuldade muito grande. “Nosso core é tecnologia de rede, ou seja, entregamos justamente isto.” Por esta razão, Souza se mostra muito otimista com a possibilidade de angariar mais clientes. Hoje, a Tekelec atende a Tim, Claro, Telemar, Telemig e Nextel. A perspectiva é aumentar em 50% o faturamento relativo a 2007 em comparação com o deste ano. No mercado brasileiro desde 2002, a multinacional norte-americana Tekelec desenvolve soluções de sinalização e comutação para telecom, tecnologia de gestão de desempenho de rede e aplicações com valor agregado.
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