Com a febre de Pokémon Go, a pergunta que fica no ar é: até onde a realidade aumentada caminhará? Apesar de grande popularidade do jogo, alguns críticos ainda questionam se essa foi a porta que a tecnologia estava esperando para poder impulsionar jogos e fazer com que cada vez mais pessoas tenham experiências de interação entre os ambientes real e digital.
Mas como os designers de games veem a evolução dessa novidade? Para Mitu Khandaker-Kokoris, designer de jogos e criadora do microestúdio The Tiniest Shark (responsável pelo game Redshirt), afirma que Pokémon Go era um game que ela mesma gostaria de ter tido a oportunidade de desenvolver há dez anos. “Não necessariamente porque gostaria de fazer qualquer coisa nova ou bacana em realidade virtual. Mas, digo, é Pokémon. Todo mundo quer caçar um Pokémon no mundo real”, comenta ela em entrevista ao The Guardian.
Já Richard Franke, da Magic Notion, a realidade virtual seria parte de um game voltado para encontros. “Porque sou especializado em jogos de namoro, eu provavelmente faria um game do tipo no qual você poderia encontrar uma pessoa, […] trocar experiências”, conta, completando que a ideia é ter um local para encorajar pessoas a socializarem na vida real.
Cherie Davidson, da Media Molecule, aposta em um ecossistema que tenha mais conteúdo gerado pelo usuário, com customizações e meios para que cada vez mais o produto se torne personalizado. “O primeiro passo são avatars”, disse ele à publicação. “Eles estão colocados de forma simplista atualmente”, completa. Para ele, a ideia é que avatares possam chegar ao ponto de realmente serem fiéis à pessoa real, contribuindo para o aspecto social do jogo.
E você, como vê o desenrolar dessa história?
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