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Plataformas de e-commerce aceleram digitalização de microempreendedores

Plataformas prontas para e-commerce são usadas por mais 80% dos lojistas do comércio eletrônico. Uma alternativa ao sites desenvolvidos sob encomenda, essas soluções contribuem para ampliar e democratizar o acesso a tecnologias e ajudam os microempresários a viabilizarem sua presença online.

É o que indica a sétima edição da pesquisa “Perfil do E-Commerce Brasileiro”, conduzida por PayPal Brasil e BigDataCorp. Ela revela que o comércio eletrônico alcançou quase 1,59 milhão de lojas online este ano, um salto de 22% em relação a 2020, quando avançou 40%. O levantamento conclui que esse desempenho é fruto do esforço que pequenos e médios empreendedores vêm dedicando para alcançar os consumidores.

“O que percebemos nesta edição da pesquisa Perfil do E-commerce Brasileiro é que, no segundo ano de pandemia, houve uma emancipação dos pequenos negócios para médios, dado muito significativo considerando o ritmo de aceleração do comércio eletrônico”, analisa Felipe Facchini, Head de Vendas do PayPal Brasil.

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As oportunidades para os pequenos empreendedores seguem aquecidas, já que somente 6,19% do varejo brasileiro vende online. “Mais da metade dos e-commerce não tem sequer um único funcionário, ou seja, estamos falando de empreendedores que desempenham todos os papéis em suas empresas”, acrescenta Thoran Rodrigues, CEO e fundador da BigDataCorp.

Em 2020, os e-commerces com faturamento de até R$ 250 mil ao ano responderam por mais de 48% e hoje somam 52,73% do total. Nesse contexto, as plataformas prontas para montagem de e-commerce viabilizam a digitalização dessas pequenas empresas.

Por outro lado, a mudança do comportamento do consumidor fez algumas lojas deixarem de ser consideradas pequenas. O volume de lojas consideradas de médio porte, que recebe entre 10 mil e 500 mil visitantes por mês, saltou de 2,5% para 9,92% em um ano.

Digitalização

Além da expansão acelerada, o e-commerce no Brasil segue amadurecendo: 60,37% já adotam meios eletrônicos de pagamento (carteiras virtuais), o que representa um aumento de 4,6 pontos percentuais em relação aos achados de 2020.

Outro dado da pesquisa que merece destaque refere-se à inversão da proporção dos métodos de pagamento: em 2015, 60% não aceitavam carteiras virtuais, um aumento de 4,6 pontos percentuais em relação a 2020.

A desconcentração geográfica no setor também chama a atenção. O estado de São Paulo, que historicamente representava cerca 60% das lojas online, hoje abriga 51,8%, o que nos mostra que parte do crescimento do comércio veio de outros estados do Brasil. Despontam Minas Gerais, com salto de 6,20% para 7,24% do volume total no último ano, e Paraná, com evolução de 5,84% para 7,01% no mesmo período.

Entre as soluções adotadas pelas lojas online, a mais popular é a das plataformas fechadas (68,1%), que têm conquistado participação gradual e constante desde o início da série histórica. Em seguida, as lojas sem plataforma são o formato preferido por quase 18,27% dos e-commerce. Plataformas abertas respondem por apenas 12,92% do total de e-commerce.

A adesão ao SSL (Secure Sockets Layer), uma camada de segurança que criptografa os dados transacionados entre consumidor e loja online, voltou a crescer e hoje se encontra em 92,39% dos e-commerce, um recorde desde o início da pesquisa. Em 2020, o número era de 88,43%.

Canais de venda

No universo dos vinte principais marketplaces do Brasil, 372 mil empresas únicas estão vendendo em algum dos sites. Desses, 44,80% têm presença no marketplace e em site próprio.

Aplicativos de everyday spending (aplicativos de gastos diários, como supermercados, restaurantes, farmácias, mobilidade urbana, entre outros) contam com 611.800 empresas únicas nas plataformas. Desse volume, 70% são restaurantes e alimentação; 12,68%, mercado e supermercado; 4,67%, farmácias; e 12,41%, outros tipos de comércio.

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