Uma pesquisa realizada pela auditoria Kaagan Research Associates sobresegurança da informação na América Latina mostra que 63% dos executivos da região dizem que os riscos relacionados à segurança dos dados aumentaram nos últimos três anos e 38% deles afirmam ter sofrido algum tipo de ataque à segurança dos dados durante o último ano. As mexicanas e as brasileiras foram as mais afetadas (46% e 42%, respectivamente). “Um dos motivos pelos quais isso acontece é que, no Brasil, não existe uma legislação específica para crimes digitais”, explica Maurício Gaudêncio, business development manager da Cisco, patrocinadora do levantamento junto com a IBM.
Quase metade dos executivos que notaram “aumento significativo” de ameaça à segurança digital é de brasileiros. No entanto, menos de 30% dos executivos de alto escalão consideram segurança uma questão de alta prioridade. “O assunto é prioridade entre os executivos de TI, mas as outras áreas da empresa consideram a segurança mais como centro de custo”, afirma Gaudêncio. “Esses números vão nos ajudar a entender melhor de que maneira podemos apoiar nossos clientes na hora de justificar investimentos em segurança.”
O levantamento revela ainda que 18% dos executivos estão “muito confiantes” com relação a proteção da empresa contra ameaças externas e que 23% estão “muito confiantes” com relação à proteção contra ameaças internas. “As companhias maiores mostram menos confiança e maior preocupação com relação a segurança e, nas empresas menores, a situação é inversa”, aponta Gaudêncio.
Gaston Tanoira, business development manager da Cisco para América Latina, afirma que a diferença do Brasil para os outros países da região é que aqui a preocupação está mais voltada aos hackers enquanto que nos outros locais, o foco está mais nos vírus e worms.
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