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PDG Realty ajusta infraestrutura para atuar como holding

Ao assumir o controle da Goldfarb e da CHL, a PDG Realty mudou seu perfil de negócio. O movimento de expansão inorgânica fez com que a incorporadora deixasse de ser apenas investidora para passar a atuar proativamente também na gestão de empresas. Deu, assim, início a um projeto de integração de processos e união das bases tecnológicas para que a fusão, de fato, ocorresse.

Nesse ínterim, Clarissa Barbosa assumiu o posto de CIO da companhia para tocar o projeto de integração das operações em julho de 2008. Naquele momento, as divisões de tecnologia da holding que emergia se comparavam a ilhas, que não se comunicavam. Para se ter uma ideia, uma das adquiridas veio com um software de gestão empresarial da Microsiga, outra com um da Mega, enquanto a própria PDG Realty usava um sistema isolado para gerir o negócio.

Isso significava que enquanto a integração tecnológica não ocorresse, os controladores do grupo não tinham acesso direto a dados das empresas adquiridas. “Quando queríamos informações, era preciso pedir aos funcionários que as colocavam em um padrão e encaminhavam por e-mail”. Políticas de acesso à internet e segurança também eram isoladas. Isso acabava gerando um controle paralelo e não atendia às demandas da companhia como holding. “A unificação veio para que pudéssemos nos enxergar como uma empresa só”.

Com conhecimento mais focado na área de sistemas, Clarissa precisava de um parceiro para tocar a gestão de infraestrutura. Em janeiro de 2009, fechou contrato de 48 meses com a Solvo. A primeira fase de implantação da nova infra do grupo e estruturação da unificação teve duração aproximada de 18 meses e envolveu mais de 15 profissionais da provedora do serviço no planejamento, gerenciamento e execução das atividades.

O trabalho do parceiro começou com consultoria de processos, gestão e segurança de TI e a implantação de infraestrutura unificada. A reorganização recebeu investimentos de R$ 10 milhões na aquisição de hardware e software. Atualmente, está sob a responsabilidade da Solvo a gestão de toda a nova área infraestrutura tecnológica da PDG Realty, bem como o projeto de unificação com todas as atividades alinhadas a práticas de Itil. “O help desk ainda é nosso, mas estamos montando um plano para transferir esse serviço para eles, também”, antecipa a executiva.

Pavimento

A nova infraestrutura prepara a incorporadora também para um projeto de adoção de ERP único. De acordo com Clarissa, ajustar este ponto visava a preparar bases tecnológicas da empresa para rodar os softwares da SAP, que requerem máquinas mais robustas do que as utilizadas até então. “Às vezes tinham desktops desempenhando o papel de servidor”, ilustra a CIO, citando a IBM como responsável pela instalação do software de gestão da provedora alemã. O go live da ferramenta está previsto para 17 de maio. A unificação, na visão da diretora, também viabiliza projetos de redução de custo operacional, como adoção de sistemas corporativos de mensageria instantânea e ferramentas de colaboração.

Entre os impactos positivos da unificação e ajuste da infraestrutura de TI, a empresa destaca a eliminação de funções redundantes, contratos de suportes ineficientes e o compartilhamento dos ativos de hardware e software em toda a operação da holding. A adequação permite que os funcionários, que antes gastavam tempo com trabalhos braçais, agreguem valor ao negócio. Outra vantagem vem da possibilidade de replicar estruturas na hora de abrir filiais. “Começamos a identificar padrões e demandas e aplicar no grupo”, sentencia.

Além disso, a PDG Realty trabalha com expectativa de crescimento orgânico e por meio de aquisições. Ter a estrutura preparada permitirá incorporação de novas empresas de forma menos traumática, uma vez que, agora, a gestão encontra-se centralizada e pronta para crescer de acordo com a demanda.

Por essa perspectiva e pela mudança do foco da incorporadora – que ampliou a complexidade e abrangência de atuação – Clarissa não dimensiona o prazo em que obterá o retorno sobre o montante aplicado. “Hoje tenho um investimento muito maior com TI do que eu tinha (antes da integração). Saímos de um nível de um lançamento mais familiar para um patamar de controle diferente. Não posso muito comparar com o que eu tinha antes. Agora buscamos mais eficiência e qualidade”, avalia, acreditando que a reestruturação que acabou com as ilhas tecnológicas sustentará a expansão da companhia ao longo dos próximos anos.

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