O papel do CIO está evoluindo graças ao surgimento de tecnologias com foco no cliente, como analytics e nuvem. Os executivos de TI devem aceitar essa mudança para impulsionar o crescimento da empresa.
Muitos são os questionamentos sobre o futuro do CIO como: será que o CMO irá gastar mais em tecnologia do que o CIO? Será que os executivos de negócios vão assumir toda a responsabilidade de TI? Será que essas novas tecnologias eliminam a necessidade de uma TI dentro de casa? Não, não e não.
Se você, CIO, precisa se preocupar com alguma coisa, não se preocupe com essas. Preocupe-se com o seu colesterol, por exemplo, e pare de pensar sobre o futuro da posição de CIO.
Prever que vamos continuar a centralizar a liderança de TI não significa que eu acho que as coisas continuarão as mesmas. Elas vão mudar drasticamente, graças a várias tecnologias que estão amadurecendo até o ponto onde as empresas começarão a fazer grandes apostas nelas. Pense em tecnologias digitais voltadas para o consumidor e, sim, em nuvem.
Mas essas forças vão contribuir mais para garantir o papel de um líder de tecnologia forte e central do que para suplantá-lo. Aqui estão algumas razões.
Tecnologias voltadas para os consumidores lideram as apostas
Nós da IW temos publicado muitas matérias sobre as empresas que precisam abraçar o negócio digital. A grande mudança que vem com o negócio digital envolve o posicionamento frontal e central da tecnologia em relação a interações com o cliente (onde o comprador interage diretamente com a tecnologia da companhia). Pode ser um aplicativo móvel que o cliente utiliza ou um aplicativo que um técnico de reparo usa para interagir com este. Ou pode ser uma aplicação de “Internet das Coisas” ? capaz de conectar o produto que você vende à Internet para que os dados possam fluir de volta do cliente para a empresa.
Esta é uma situação onde as pessoas argumentam contra o CIO: que o marketing presumivelmente assumirá as aplicações orientadas para os clientes ou que gerentes de produtos assumirão as funcionalidades da Internet das Coisas.
Mas esses dados focados no cliente não vão concentrar apenas no marketing ou no desenvolvimento de produto. Considere a Internet das Coisas como um exemplo de como montadoras podem colocar sensores em motores para enviar dados de volta para o fabricante e antecipar falhas. Essa tecnologia é muito diferente do que simplesmente instalar uma nova tecnologia de injetor de combustível em um veículo. É um canal de dados, e todos na empresa ? incluindo equipes de atendimento ao cliente, reparos, marketing, desenvolvimento de produto ? querem uma parte desses dados que fluem diretamente de volta dos clientes. A noção de que somente o marketing irá centralizar todos esses dados não computa.
Analytics torna-se um produto
Análise de dados está se tornando uma funcionalidade com foco no cliente para as organizações de TI, e não um back-office.
Algumas implementações precisam de um mecanismo de integração complexo para atrair dados de vários sistemas de informação em diversas organizações, avaliando os dados e fornecendo um relatório personalizado sobre descontos que o cliente pode obter em uma gama de produtos oferecidos por terceiros.
A Accenture realizou recentemente um estudo de negócio digital que compara empresas de alto desempenho contra o resto de seus pares. Para o ranking das empresas de alto desempenho “obter a informação certa das pessoas certas no momento certo” é o principal objetivo de negócio para a TI. Empresas de menor desempenho classificaram a redução de custos empresariais como o principal objetivo, enquanto obter as informações certas na hora certa está em quarto lugar nas prioridades.
No negócio digital, as empresas que priorizam a obtenção de informações de “pessoas certas” também são os clientes. E a ” informação certa” vem de várias fontes de dentro e fora da empresa, o que gera complexidade e impulsiona a necessidade de uma liderança forte e central de tecnologia.
Gerenciar uma nuvem híbrida é complexo
Mesmo previsões agressivas para a adoção da nuvem indicam para diversas tecnologia in-house que a TI deve executar e integrar.
Nesse estudo da Accenture, as empresas de alto desempenho preveem que, até 2020, cerca de 59% de suas aplicações ainda estarão sob licenciamento e manutenção convencional, 18% nuvem pública e 22% em nuvem privada. Isso é uma mudança radical. Hoje, 84% das aplicações são em modelo convencional. Essa transição eliminará algumas posições da TI ligadas à execução de aplicações in-house e vai alterar alguns orçamentos fora da TI. Mas a maioria das aplicações permanecerão em casa, e gerenciar aplicações simultaneamente em casa e na nuvem aumenta a complexidade. Já as empresas de baixo desempenho preveem o uso um pouco menor da nuvem.
Alguém será o responsável por ligar operações in-house a ambientes de nuvem e mantê-los em funcionamento, e como os exemplos acima sugerem, as apostas estão ficando maior em relação às empresas que estão conduzindo essa engrenagem de informações de forma eficaz.
Os CIOs não estão realmente preocupados com o ” papel do CIO “, e sim com uma carreira de CIO ? a sua própria. O CIO ??terá um papel fundamental nas empresas por um longo tempo, graças à crescente força de tecnologias com foco no consumidor. Essas mesmas forças, no entanto, provocarão a ruína da carreira para o CIO que não conseguir conduzi-las com objetivo de impulsionar o crescimento da empresa.
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