O 5G, que garantirá mais velocidade de conexão e baixa latência em dispositivos móveis, deverá chegar ao mercado em 2019 e de forma massiva no ano seguinte. Atualmente, a indústria finaliza as especificações do padrão. Mas para que esse cenário se concretize conforme o esperado é preciso superar alguns desafios.
Na visão de Cristiano Amon, vice-presidente-executivo da Qualcomm Technologies e presidente da Qualcomm CMDA Tecnologies, são três os obstáculos: disponibilidade de espectro, desenvolvimento de infraestrutura e regulamentação flexível para investir e prover melhor conectividade.
Peter Carson, diretor sênior de Marketing de Produto da Qualcommm Tecnhologies, apontou que a partir de agora o desenvolvimento de smartphones com 5G precisará levar em conta a variedade de frequências que o novo padrão terá em todo o mundo.
No 4G, atualmente, são cerca de 29 frequências e combinações. O LTE Advanced soma cerca de mil e no 5G serão mais de 10 mil. Isso demandará instalar novas antenas nos dispositivos, sem prejudicar autonomia de bateria e memória.
Superados esses desafios, na visão de Amon, o 5G fará pela conectividade o mesmo que a eletricidade fez pela humanidade. “Com 5G, tudo estará conectado, não somente os smartphones”, lembrou ele durante o Snapdragon Summit, realizado nesta semana em Maui, no Havaí (EUA).
Para o executivo, a chegada do novo padrão deverá gerar negócios até então impensáveis, assim como foi com o 4G, que criou empreendimentos como o Uber, o Instagram e o WhatsApp. “Sem uma conectividade de alta velocidade, empresas como essas não teriam sido possíveis”, refletiu, acrescentando que é exatamente por isso que países deveriam se preparar o quanto antes e acelerar suas estratégias para o 5G.
Keith Kressin, vice-presidente sênior de product management da Qualcomm Technologies, acredita que o futuro da mobilidade depende do avanço do 5G. “Há muitas tecnologias chegando, mas três delas terão impacto sem precedentes para o mercado: 5G, realidade estendida (AR, VR e mista) e inteligência artificial (AI, na sigla em inglês)”, disse.
O executivo explicou que o 5G proverá, ainda, escalabilidade para endereçar diversos serviços e dispositivos. Será possível tornar realidade a internet das coisas (IoT) massiva, melhorar a banda móvel e controlar aplicações de missão crítica com baixíssima latência e segurança.
*A jornalista viajou a Maui, no Havaí (EUA), a convite da Qualcomm
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