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Pandemia não é só na Terra; Ela é também virtual

Pandemia é o termo mais falado e pesquisado nas últimas semanas. A disseminação do Coronavírus por todos os continentes e os impactos sociais que têm causado em todos eles fez com que a população global ficasse alerta. Mas se você pensa que a pandemia está relacionada apenas aos vírus que circulam na Terra, devo lhe dizer que está errado.

Cientificamente, os vírus são os únicos organismos acelulares do planeta. São seres minúsculos e simples formados de material genético que pode ser DNA, RNA ou os dois juntos, que invadem e infectam os organismos vivos. De modo semelhante observamos essa invasão nas máquinas. Na tecnologia, o vírus é um software malicioso desenvolvido com o objetivo de dominar sistemas e se espalhar por eles.

Existe pandemia digital?

Assim como temos observado a enfermidade epidêmica amplamente disseminada pelo Coronavírus, tivemos em maio de 2017 o WannaCry, que paralisou as atividades nas máquinas de todo o mundo.

O Wannacry é um ransomware, tipo de malware (ou vírus) que sequestra o computador e cobra um valor pelo resgate, geralmente em moeda virtual bitcoin. Esse tipo de ação codifica os dados do sistema operacional de forma com que o usuário não tenha mais acesso.

O caos gerado pelo Wannacry fez com que tanto empresas privadas quanto órgãos públicos no Brasil fossem afetados, como Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP), o Tribunal de Justiça (TJ-SP), o INSS, e o Hospital de Barretos. Ao redor do mundo, coincidência ou não com o que temos visto agora, alastrou-se rapidamente pela Europa.

Como prevenir a infecção?

Ações preventivas são fundamentais para que as máquinas não sejam paralisadas por conta de campanhas maliciosas, como a Wannacry.

As empresas, sejam públicas ou privadas, devem adotar métodos simples e eficazes:

  • Antivírus e sistemas operacionais sempre atualizados;
  • Backup regular das informações e arquivos;
  • Manter um programa de segurança cibernética bem definido;
  • Treinar o time de segurança e prepará-lo para agir em qualquer anormalidade;
  • Seguir às normas e leis (LGPD, por exemplo, que entrará em vigor no fim do ano);
  • E o mais importante: ensinar todos os colaboradores às boas práticas digitais, para evitar ‘iscas’ e risco de contaminação.

Ao combinar as soluções para atender à empresa e ensinar os colaboradores a como se protegerem contra os vírus, o ambiente estará propício para menos invasões não desejadas.

*Waldo Gomes, diretor de marketing e relacionamento da NetSafe Corp

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