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Pandemia expande despesas corporativas com telecom, mostra estudo

Uma das consequências do teletrabalho, adotado massivamente quando os efeitos da pandemia alcançaram o Brasil, há cerca de um ano, foi a mudança no perfil dos gastos corporativos. Se antes as empresas tinham grandes despesas com passagens áreas, táxis e hospedagens, agora os motofretes e reembolsos com gastos de planos de dados se destacam.

É o que revela um levantamento da VExpenses, empresa de Ribeirão Preto (SP) especializada na gestão de reembolsos corporativos. Entre janeiro e agosto do ano passado, as cerca de 600 companhias pesquisadas tiveram aumentos expressivos nos gastos com fretes de documentos e materiais (306% de aumento), planos de celular (108%) e de internet (116%), na comparação com as despesas apresentadas em relatórios de prestação de contas do período pré-quarentena.

Leia mais: Estudo: 30% das mulheres podem deixar empregos por excessos no home office

Os dados coletados anonimamente são colhidos da plataforma da empresa, usada para fazer a prestação de contas desses gastos. Das 600 na amostra, há empresas de consultoria e serviços (22%), indústria (21%), serviços de TI (18%) e comércio atacadista (18%), entre outros.

Segundo a VExpenses, os gastos maiores com telecomunicações em parte significam que as empresas estão dando ajudas de custo para que os funcionários tenham conectividade no home office: 6,5% delas pagam planos de internet dos funcionários, e 12,1% serviços de telefonia celular.

Passado e futuro

Antes da quarentena, as categorias mais frequentes nos gastos corporativos eram as hospedagens e a alimentação (que caíram 9% durante a quarentena) e deslocamentos (queda de 10%). As subcategorias táxi/uber e passagens aéreas apresentaram queda de 53% e 69%, respectivamente.

Thiago Campaz, CEO do VExpenses, diz em entrevista ao IT Forum que o cenário antigo de gastos corporativos provavelmente não voltará. Uma parte das empresas não voltou ao escritório desde o início da pandemia. Essas empresas devem retornar apenas quando uma parte relevante dos colaboradores estiver vacinada”, diz o executivo.

A maioria dos clientes da empresa está com parte dos times no escritório, adotando políticas flexíveis de trabalho. “Essas empresas devem continuar dessa forma até que uma parte relevante dos colaboradores esteja vacinado e elas passem a repensar o modelo”, diz Campaz, baseado em opiniões dos clientes. “Está muito claro que sim, o futuro híbrido é identificável.”

Segundo ele, parte das empresas inclusive já se desfizeram de partes dos escritórios esperando uma retomada híbrida dos times de back-office.

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