Os governos da China e da Rússia anunciaram planos para bloquear o uso de redes privadas virtuais a partir de fevereiro de 2018. Conhecidas como VPNs, tratam-se de ferramentas para pessoas que querem evitar restrições e vigilância da internet. Essa repressão não é surpreendente, dado o histórico dos dois países de monitorar seus cidadãos e bloquear sites e serviços on-line. Entretanto, levanta a questão de saber se outros governos seguirão essa liderança e apresentarão suas próprias proibições de VPN.
A China e outros países bloqueiam muitos sites que não querem que seus cidadãos acessem, incluindo redes sociais como o Twitter e o YouTube. Para burlar esse sistema, os usuários utilizam VPNs, já que eles fornecem acesso através de um servidor criptografado, que não pode ser monitorado pelo governo. A VPN atua como um proxy, acessando os sites proibidos em nome dos usuários e permitindo que eles ultrapassem efetivamente as restrições.
A Rússia não bloqueia o acesso a tantos sites como a China. Ela permite o acesso ao Facebook e Twitter, por exemplo, mas ainda é uma prática de censura significativa na internet. Seguindo a liderança da China, também quer restringir os serviços VPN, afirmando que a medida evitará o acesso anônimo a conteúdos ilegais.
A China e a Rússia estão fortemente investindo no desenvolvimento de suas indústrias e economias. Para isso, sabem que empresas e pesquisadores precisam ter acesso aos recursos da internet.
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