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Orkut e Myspace: o futuro das redes sociais fora de moda

O Orkut não deve acabar tão cedo. Pelo menos é isso o que os especialistas Alessandro Barbosa Lima, CEO da E.Life, e Fabio Cipriani, gerente responsável pela prática de consultoria em mídias sociais da Deloitte, apontam como tendência. 

Em entrevista para o IT Web, os dois falaram sobre as duas redes sociais que já fizeram muito sucesso entre os usuários e hoje amargam o (quase) esquecimento.

A primeira delas, como todos devem imaginar, é o Orkut, que vem perdendo usuários para o Facebook e agora tem de enfrentar um novo concorrente, o Google+. 

Nota-se que o Orkut e o Google+ são da mesma empresa, o Google. Para Lima, o gigante de buscas errou ao liberar sua mais nova rede social. “O lançamento do Google+ aqui no Brasil não foi muito bem-sucedido no sentido de que passou uma mensagem, pelo menos para mim, confusa de ‘qual é a rede social prioritária para a empresa?’ Porque em vez de o Google somar esforços para crescer a rede mais forte, ele criou mais um competidor. Talvez no mundo tenha feito bastante sentido, mas no Brasil, eu diria não.”
Apesar da forte concorrência, o Orkut, ao contrário do que muitos pensam, ainda cresce no País. De fato, isso ocorre a taxas mais baixas do que costumava ser. Atualmente, segundo Lima, a página avança em uma taxa de 5% ao ano entre 2009 e 2010, muito diferente das taxas de dois dígitos verificadas anteriormente.
De acordo com o estudo Hábitos realizado pela E.Life, 34,1% dos pesquisados se disseram usuários ativos da rede social.

Esses números têm explicação, segundo Cipriani. Para ele, as classes A e B migraram para o Facebook e Google+, enquanto as classes C e D ainda utilizam o Orkut. 

Mas e quanto ao fim dele? “O Orkut está no Brasil, é do Brasil. Ele não é desenvolvido fora daqui, e o fim da rede social depende da estratégia da companhia por aqui. Se apostar no Google+ e acreditar que ele tem futuro, pode descontinuar a rede. Vai demorar mais um tempo”, afirmou.
Para Lima, será difícil o Orkut morrer, pois o custo da migração é muito alto. “[O usuário] acaba perdendo seus contatos e uma série de coisas que tem em seu perfil quando faz essa migração. É o mesmo caso da troca de celular. O problema é grande para você informar a todo mundo que trocou de número. Tanto é verdade que as redes sociais, como o Facebook, trabalharam essa questão de criar uma forma de você importar os amigos do Orkut, e foi por isso que conseguiram crescer rapidamente.”
MySpace
A situação do MySpace é um pouco pior do que a do Orkut. Recentemente, a News Corp vendeu a rede social por US$ 35 milhões, um prejuízo de US$ 545 milhões – a empresa comprou a rede social por US$ 580 milhões em 2005 – e demitiu 450 empregados.
Segundo a pesquisa da E.Life, dos 41,8% de usuários cadastrados na rede social em 2009, em 2010 apenas 29,1% ainda mantinham um perfil no site.
Para Lima, o desafio do MySpace não é de interface, mas sim sobre os tipos de atividades interessantes que podem ser propostas pelos seus donos para atrair usuários. “Na verdade, o que o MySpace precisa fazer é descobrir uma funcionalidade ou algo que não é atendido pelas redes sociais existentes e tentar trabalhar esse ponto. Como o Google+ fez com os Círculos.”
Já Cipriani afirma que, por seu uma plataforma segmentada, o MySpace não vai acabar. “Esaa rede social é de nichos [fãs de música, cinema e jogos], e ainda existe espaço para esse tipo de mídia na internet.”

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