A Oracle está expandindo sua abordagem em nuvem para incluir ofertas completas infraestrutura como serviço (IaaS) para aplicativos em cloud pública e privada. O movimento a coloca em competição direta com Amazon, IBM, entre outros provedores. A informação foi dada por Larry Ellison, CEO da companhia, para cerca de 50 mil participantes do OpenWorld na noite de domingo (30/09).
Para apoiar seus esforços, o executivo apresentou o Database 12c, lançamento da empresa de software de banco de dados endereçado a suportar multitenancy, e a próxima geração de servidoreres na frente de Exadata Database Machine.
?Verdadeiras nuvens significam que temos de possuir, gerenciar e atualizar toda a infraestrutura?, adicionou o CEO em um discurso de abertura que se estendeu por 50 minutos.
No ano passado, a Oracle começou a permitir que aplicações de seu Fusion pudessem ser implantados localmente ou subscritos por clientes na modalidade d software como serviço (SaaS). Nesse meio tempo, a fabricante também adquiriu uma série de provedores de tecnologia no modelo as a service, dentre os quais RightNow Technologies, Taleo e SelectMinds. Este ano passou a fornecer sua plataforma de sistemas, incluindo banco de dados e middleware, em nuvem.
Mas Ellison afirmou que as ações anteriores o fizeram descobrir que aquilo não seria suficiente para atender todas as necessidades dos clientes. ?Faz muito sentido para Oracle estar em todos os três níveis de serviços em nuvem?, pontuou, referindo-se a SaaS, PaaS e IaaS. ?Para que nossos usuários abracem plenamente a computação em nuvem, precisam ter todas as três camadas. Estamos empenhados em oferecer serviços em todos os níveis da nuvem.?
O Oracle Cloud agora incluirá uma oferta completa de infraestrutura em nuvem, tais como serviços de computação, de armazenamento de dados e virtualização. Esses pacotes serão executados no hardware da fabricante, incluindo o Exadata Database Machine, Exalogic Elastic Cloud Server, Exalytics In-Memory Machine e o servidor SPARC SuperCluster , ?todos conectados e ligados em uma moderna rede ?Infiniband??, comentou.
O CEO reconheceu que alguns clientes ? como instituições financeiras que possuem rigorosos requisitos de segurança de dados ? preferem manter seus sistemas ?em nuvem? rodando dentro de seus próprios data centers. Para esses, a companhia pretende oferecer opões de nuvem privada, que Ellison descreveu como uma extensão dos serviços de nuvem pública. Enquanto os sistemas em private cloud ficam limitados aos DCs dos usuários, a fornecedora comandará, gerenciará e evoluirá os hardwares e softwares.
Os clientes também podem rodar sistemas híbridos, usando os serviços de nuvem pública para o desenvolvimento e teste de aplicativos, por exemplo, ou para backup de banco de dados e tarefas de recuperação, enquanto contam com os serviços de nuvem privada para a execução de aplicativos de produção.
Além de suportar aplicações do Fusion, Oracle Cloud será capaz de executar ferramentas mais antigas da fabricante, como PeopleSoft e E-Business Suite, bem como sistemas customizados de clientes. Ellison não detalhou exatamente quando os novos serviços em nuvem estarão disponíveis. Espera-se que o presidente, Mark Hurd, bem como outros executivos da companhia detalhe a questão da computação em nuvem na estratégia da provedora ao longo do evento dessa semana.
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