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Oracle cria conceito de Fast Data para trabalhar integração e Big Data com bancos

A partir do conceito de Big Data, para a qual as soluções de TI propõem inferências em dados não usuais de alto volume, a Oracle apresenta o Fast Data. De acordo com a fabricante, a abordagem parte dessas inferências, para a possibilidade de entrega do dado na hora certa, mesmo que o tempo para uma ação chave seja extremamente curto a fim de aproveitar uma oportunidade de negócio.
Em cima disso, a fabricante pensa em resolver problemas especialmente do setor bancário, em cima de soluções de base de dados em memória e a difícil estratégia de atendimento em diferentes canais, com integração de informação entre eles para cada usuário único – o que o varejo chama de omnichannel. “Hoje, há uma série de comportamentos nos bancos que representam perda de negócios”, explica o diretor especialista em Soluções de Serviços Financeiros da Oracle Brasil, Jonatas Leandro.
Ele exemplifica com uma situação comum: um cliente possui uma carta de crédito negociada e aprovada por meios eletrônicos, mas que tem um prazo para ser assinada presencialmente. Em vez de perder a oportunidade, o cliente pode ser notificado da próxima vez que usar o caixa eletrônico – e então o gerente da agência onde o ATM se localiza também recebe a informação, com histórico, para abordagem adequada.
“São coisas possíveis apenas por soluções em tempo real, que levam dados até onde você está e aproveitam momentos de interação com o banco para gerar uma conversa, seja para monitorar, ou para captar e até estender uma oferta”, esclarece o especialista.
Para Leandro, os principais desafios para esse tipo de inovação no mercado financeiro brasileiro é regulamentar arquiteturas, ainda engessadas do legado. “A outra é a necessidade de planejamento bastante avançado e criação de equipes dedicadas exclusivamente para esse tipo de abordagem. É um processo de aprendizado”, justifica.
Mesmo novo, o conceito já é aplicado em soluções de bancos em outros países, como Espanha e África do Sul, provando a viabilidade de desenvolvimento desses projetos também no mercado nacional. Apesar de requerer várias tecnologias trabalhando lado a lado para identificar informações no gigantesco volume de dados diários das empresas, a aposta é que análises e decisões on-line representem, de fato, oportunidades de negócio.
“A comunicação bancária precisa ocorrer em todos os canais possíveis, integrada e em tempo real”, conclui o executivo.

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