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Operadora Vivo prepara plano para reduzir emissão de CO2

Até 15 de julho a operadora Vivo deve concluir e aprovar com a diretoria um plano de ação na área de sustentabilidade. O objetivo é reduzir as emissões de gases de efeito estufa, fomentar atividades que reduzam a pegada de carbono na sua cadeia de negócios (fornecedores e parceiros) e influenciar boas práticas entre os 55 milhões de clientes da tele.

O primeiro passo dessa estratégia foi um inventário da pegada de carbono da Vivo. Segundo o relatório,  em 2009, a operadora emitiu um total de 15 mil toneladas de dióxido de carbono equivalente (CO2e), o que corresponde a cerca de 1,42 tonelada CO2e por funcionário. Esse índice está acima da média brasileira, que está em 1,19 tonelada por habitante, e também das operadoras concorrentes, como a Telefônica (com 0,79 tonelada de CO2e), e a TIM (1,19 tonelada CO2e).

O consultor da Eccaplan, Fernando Beltrame, contratado pela Vivo para fazer o levantamento, atribui a diferença ao fato de as outras operadoras já estarem trabalhando para minimizar os impactos na mudança climática há mais tempo.

Com base nos dados levantados pela Eccaplan, a empresa desenhará o plano de ação para reduzir a pegada de carbono, segundo a consultora de sustentabilidade da Vivo, Juliana Limonta. A produção do documento será realizada de forma colaborativa, por meio de grupos de trabalhos com funcionários e por meio da Rede Vivo de Sustentabilidade, na qual várias sugestões estão sendo publicadas e debatidas.

Para Tasso Azevedo, consultor especializado em sustentabilidade que também trabalhou no inventário, com base na pegada de carbono, é possível dizer que a cada 109 mil reais faturados pela Vivo, a operadora emite 1 tonelada de CO2e. A média no País, com base do PIB (Produto Interno Bruto) é de 1,5 mil reais por tonelada de CO2e, e a mundial, de 700 dólares (em torno 1,2 mil reais). “A pegada é baixa, mas é possível reduzi-la, talvez até neutralizá-la já no primeiro ano de trabalho”, avalia Azevedo.

As maiores emissões na operadora, diz ele, estão nos transportes, no consumo de energia e de combustíveis. Por exemplo, as estações radiobase (ERBs) e as centrais de comutação e controle (CCC) foram responsável pelo consumo, em 2009, respectivamente, de 414 mil litros e de 154 mil litros de óleo diesel.

Entre os indicadores que poderão ser reduzidos, Azevedo cita 2.069 diárias de veículos alugados e 3 mil trechos voados por profissionais da Vivo durante o ano, que poderiam em parte ser substituídos por tecnologias de vídeo e teleconferências. Com 30 mil colaboradores (12 mil diretos), Juliana apontou a adoção parcial de teletrabalho como outra das alternativas em estudo.

“Vamos reunir as propostas da rede, parametrizá-las, orçá-las e consolidar um plano, definindo metas e prazos de redução das emissões, junto com o investimento necessário para os próximos dois anos”, explica Juliana. “A pegada é pequena, mas a grande oportunidade, realmente, será descobrir formas de mobilização da sociedade para o tema.” Por exemplo, Azevedo lembrou a possibilidade de se desenvolver, no celular, uma calculadora de pegada de carbono para o assinante acompanhar suas próprias emissões de GEE; ou, simplesmente, diz Juliana, ampliar o uso da consulta às contas telefônicas online (dispensando a emissão do boleto impresso), o que já está disponível no site ou por SMS. “A Vivo tem 55 milhões de clientes, dos quais 10 milhões pós-pagos, mas essa prática tem pouquíssima adesão.”

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