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Oi+BrT teria espaço para competir internacionalmente

A grande operadora nacional que o governo prega que será criada com a compra do controle acionário da Brasil Telecom pela Oi pode ter oportunidades de expansão internacional de pequeno e médio portes, avalia Raul Aguirre, consultor da A.T.Kearney. “Só estamos dez anos atrasados no processo”, pontuou, referindo-se ao processo de consolidação no setor de telecomunicações, especialmente aos movimentos da Telefônica e da Telmex na América Latina.

Um exemplo de grupo que poderia ser sondado, segundo Aguirre, é o Milicom, que atua na América Central. “Existem possibilidades também na Colômbia, Equador e até na África ou na Índia nos próximos 15 anos, depende da visão de longo prazo”, comentou.

Com investimentos nas Américas, avaliou, haveria a possibilidade de aumentar o faturamento da companhia dos US$ 15 bilhões resultantes da soma dos faturamentos da Oi e da Brasil Telecom (US$ 9 bilhões mais US$ 6 bilhões, respectivamtne) para US$ 20 bilhões a US$ 25 bilhões no médio prazo. O único problema, na opinião de Aguirre, seria a questão da marca. “Oi [marca que deve continuar a ser usada após concluído o processo de compra do controle acionário] tem significado no Brasil, mas não no resto do continente”, argumentou.

Luis Cuza, diretor da Telcomp, no entanto, questionou a proposta de internacionalização da nova empresa: será que é de interesse da Andrade Gutierrez e do grupo La Fonte explorar mercado fora do Brasil se eles não o fizeram até agora?

Cuza e Aguirre participaram na manhã desta sexta-feira (15/01) de um evento realizado pela Câmara Americana de Comércio (Amcham) para debater a compra do controle acionário da BrT pela Oi.

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