Categories: Notícias

Oi inicia substituição da marca Brasil Telecom

Depois de concluir a aquisição da Brasil Telecom em janeiro, a Oi inicia nesta sexta-feira (24/04) a venda de celulares pré-pagos nas regiões Centro-Oeste e Sul, onde a empresa adquirida já operava. Oficialmente, a marca BrT deixa de existir em 17 de maio próximo. A linha de produtos Oi, no entanto, será disponibilizada aos poucos até o mês de setembro.

Depois do pré-pago, virão celular pós-pago, banda larga e telefonia fixa. Sempre que um produto Oi for lançado na região, a Brasil Telecom deixará de vender o item equivalente. “O objetivo é fazer o lançamento em fases, até para não confundir o cliente”, explicou o diretor de mercado da Oi, João Silveira.

Com o lançamento do serviço pré-pago, a Oi completa operação nacional na telefonia móvel. Em um mês, sua expectativa é conquistar um milhão de clientes na área da BrT, esperando que 60% venham de outras operadoras e os restantes 40% sejam novos assinantes de celular.

A exemplo do que fez quando estreou em São Paulo, no ano passado, a oferta da Oi inclui bônus diário de R$ 20 reais, ou R$ 600 por mês, a partir de uma recarga mínima (R$ 1).

A Brasil Telecom tem cerca de seis milhões de clientes de telefone móvel, perto de 8 milhões de linhas fixas e 2 milhões de assinantes de banda larga.

Cobertura terá R$ 1 bi

Para garantir a infraestrutura de rede aos novos clientes que espera conquistar, a Oi vai reforçar o número de estações radiobase nas regiões Centro-Oeste, Norte e Sul e o Distrito Federal.

Dos R$ 2 bilhões que pretende investir este ano na telefonia móvel, a operadora sediada no Rio de Janeiro reservou a metade para reforçar a cobertura da Brasil Telecom, de acordo com Silveira.

Só na região Sul, disse ele, “a cobertura vai ser ampliada em 35%”. O mesmo vai ser feito em outras áreas em que a companhia perceber “lacunas” de cobertura, afirmou.

Silveira preferiu não fazer estimativas de conquista de novos clientes, mas ressaltou que a intenção é alcançar a mesma participação de mercado que a Oi tem hoje em sua área original. “Temos certeza de que vamos conquistar o mesmo patamar de market share da região I, que é de 30, 31%”.

Por exigência do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), a Oi só não poderá unificar a marca das duas companhias na Internet.

Por isso, o provedor iG, que pertencia à Brasil Telecom, será mantido, assim como o provedor da Oi. “Manteremos as duas marcas e as duas operações em separado conforme o acordo com o Cade”, disse Silveira.

Recent Posts

SpaceX, Anthropic e OpenAI enfrentam riscos em possíveis IPOs

SpaceX, Anthropic e OpenAI estão no radar de Wall Street para possíveis aberturas de capital…

13 horas ago

Sistemas legados: como tomar decisões para garantir resiliência em setores críticos

por Eduardo Honorato Falar sobre infraestruturas críticas na Era Digital tem sua própria complexidade dentro…

16 horas ago

Sem equipes preparadas, IA não entrega transformação

A adoção de inteligência artificial (IA) nas empresas não depende apenas da disponibilidade de ferramentas.…

18 horas ago

Cohesity obtém patente para aplicar IA diretamente em dados de backup corporativos

A Cohesity anunciou a concessão da Patente Nº 12.619.501 pelo Escritório de Patentes e Marcas…

2 dias ago

Para Diogo Cortiz, maior desafio da IA é a falta de capacidade crítica para questionar suas respostas

Diogo Cortiz, professor da PUC-SP e doutor em Tecnologias da Inteligência e Design Digital, tem…

2 dias ago

Agentes de IA vão dar “superpoderes” a profissionais de TI, diz DJ Sampath, da Cisco

DJ Sampath chegou aos Estados Unidos há 30 anos com oito dólares no bolso e…

2 dias ago