A Oi anunciou nessa quarta-feira (22) o fechamento de um contrato de exclusividade para vender a divisão UPI Ativos Móveis para a companhia Highline do Brasil. A divisão compreende toda a base de infraestrutura e telefonia móvel da companhia. Com o movimento, Oi e Highline deixam para trás Claro, TIM e Vivo, que haviam lançado um oferta para compra dos ativos na semana passada.
Segundo a Oi, a Highline apresentou a melhor oferta de compra da divisão, por um preço acima do valor mínimo de R$ 15 bilhões estipulado pela operadora no mês de junho, quando colocou à venda essa e outras unidades de negócio.
“Pelo Acordo”, escreveu a Oi em comunicado, “a companhia concedeu à Highline exclusividade para, observados os termos e condições previstos no Acordo e mantidos os termos econômicos da proposta vinculante apresentada, negociar os documentos e anexos relativos à Oferta.”
A notícia atual afasta uma preocupação do mercado de telecom de que, caso a compra fosse efetuada pelas três operadoras, a competitividade e desenvolvimento do setor poderiam ser prejudicados. No início da semana, a Telcomp (Associação Brasileira das Prestadoras de Serviços de Telecomunicações Competitiva), divulgou um comunicado manifestando essa preocupação.
Fundada em novembro de 2012, a Highline do Brasil tem sede em São Paulo e se classifica como uma “provedora independente de soluções de infraestrutura para a indústria de telecomunicações”. No seu site, a empresa oferece soluções de hardware internos e externos para clientes como shoppings, hospitais e estádios, entre outros.
De acordo com a Oi, o contrato de exclusividade deve ir até 3 de agosto, mas pode ser renovado caso os dois lados concordem.
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