Diz o ditado que uma alavanca pode mover o mundo. É verdade, mas no
caso das organizações, só isso não basta. É preciso saber a direção que
se quer tomar e aliar conhecimento e inovação para alta performance. As
aplicações de analytics são um exemplo claro disso. As empresas
utilizam desta facilidade de forma tática. Dentre os motivos apontados
como impeditivos para a total absorção dessa ferramenta estão a falta de
profissionais qualificados, o alto custo da integração e, em muitos
casos, a morosidade na implantação.
A adoção de novas tecnologias e ferramentas já disponíveis pode e
deve auxiliar na seleção e uso das informações em tempo real. A
mobilidade, por exemplo, é uma tendência global e deverá impulsionar a
adoção de analytics nas empresas, de forma a facilitar o acesso
às informações e a tomada de decisões. De acordo com uma pesquisa do
Gartner, 33% das funcionalidades de Business Intelligence (BI) serão realizadas a partir de dispositivos portáteis até 2013.
As mídias sociais são um ambiente importante para aprimorar a
interação com o consumidor. A evolução do mercado mostrará que as
ferramentas tradicionais de branding e de apresentação de marcas
não mostram mais resultados satisfatórios para as empresas. Hoje, os
consumidores podem alterar a percepção de uma marca ou até remodelar uma
nova identidade. Com analytics, é possível acompanhar e estudar o que o público entende e fala sobre a organização e seus produtos.
Em uma pesquisa conduzida com empresários durante a Premier Business Leadership Series Conference, realizada em Cingapura, em agosto desse ano, 32% dos consultados afirmaram que utilizam analytics
de forma tática; já 27% informaram que a análise estava integrada
somente em seus projetos ligados aos negócios principais da companhia.
Cerca de 5% revelaram não utilizar ferramentas de análise de dados.
Isso mostra que o mercado precisa amadurecer e, para isso, é preciso
revisar os investimentos para a unificação das bases de dados das
companhias, o que muitas vezes afasta essa ação do topo das prioridades
das empresas. No entanto, é cada vez mais visível a necessidade da
aplicação do uso de ferramentas de análise não somente na coleta das
informações, mas também no desenvolvimento de processos de negócios.
Outro ponto essencial são os talentos envolvidos. É preciso investir
na capacitação dos profissionais para que a extração das informações
tenha um perfil estratégico e esses dados cheguem às áreas envolvidas na
organização com inteligência de análise.
O uso intenso e correto das ferramentas de analytics traz para
as empresas a habilidade de previsibilidade. Basta observar o ambiente
competitivo de negócios atual para se deduzir que estar um passo a
frente da concorrência e poder “prever” o que o cliente deseja não será
futurologia, mas uma necessidade.
(*) Daniel Lázaro é líder para a prática de Analytics e Gestão da Informação da Accenture na América Latina.
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