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O transporte real no mundo virtual

Com base em análises que indicam um crescimento mais acentuado dos negócios do tipo business-to-business, o grupo Macal está lançando no Brasil o portal Webb, com um investimento, somente este ano, de US$ 20 milhões, entre contratação de pessoal e equipamentos. O portal vai promover negócios nos setores automotivo, saúde, químico e seguros. Segundo o diretor de tecnologia de operações da Webb, Maurício Curi, os serviços vão de armazenagem, controle de estoque e transporte de produtos à liquidação financeira e crédito.

A Webb, que utiliza soluções de e-business da IBM, está operando, inicialmente, nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte e num raio de 100 quilômetros a partir destes centros. O faturamento previsto para este ano é de US$ 40 milhões e, segundo Curi, será de US$ 140 milhões já em 2001.

Outra empresa que oferece serviços de logística online é a NetEnvios, que faz cotação gratuita de entregas para todo o mundo. A empresa tem investimentos de grupos como Merrill Lynch e Citicorp e parcerias com a Fedex, TNT e UPS, além de empresas de transportes.

O diretor internacional da NetEnvios, Arturo Henriques, prevê um volume de operações de 15% nos negócios de consumer-to-consumer, 30% em business-to-consumer e 55% em business-to-business. Em todos os casos, o comprador poderá escolher o transporte que preferir pelo melhor custo.

B2B do Transporte

O setor de transportes também já tem soluções voltadas para modernizar os negócios entre as empresas e seus fornecedores.

O portal SnapOrder, uma parceria das empresas Vesta, de soluções de e-business, e a Rodotec, especializada em sistema de gestão integrada para empresas de transporte, é uma comunidade virtual que permite transações online entre as companhias de transportes e fornecedores de peças, combustíveis e materiais diversos.

Mais de 1.300 transportadoras já estão cadastradas no serviço, segundo o diretor da Rodotec, Lauro Freire Jr, que prevê um volume de negócios de R$ 500 milhões no ano que vem.

A NetEnvios, que também está no México e na Argentina, pretende investir US$ 2 milhões no Brasil nos próximos 3 meses e, de acordo com Henriques, estuda a possibilidade de oferecer no futuro serviços de armazenagem de produtos e controle de estoques.

Algumas empresas de logística e transportes também decidiram investir no e-commerce. Um desses casos é o da Speed Cargo, que já atua no ramo de encomendas expressas por meio de frota própria e da contratação de serviços de transportes.

A Speed Cargo, que teve 80% do capital adquirido recentemente pelo Grupo Eike Batista, está investindo US$ 36 milhões para reestruturar-se no mercado e prestar serviços para sites de e-business. A empresa tem centros operacionais em São Paulo, Campinas, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Salvador e bases em 130 localidades do país.

O diretor comercial, Alberto Maier, diz que o serviço da Speed Cargo vai da monitoração de estoques até a armazenagem de produtos no galpão de 7.500 metros quadrados que possui no município de Barueri, na Grande São Paulo. O faturamento da Speed Cargo deve chegar a R$ 50 milhões neste ano, prevê Maier.

A Danzas Logística também já atuava no ramo de transportes antes de entrar no e-business. A companhia não tem frota própria, mas realiza armazenamento e controle de estoques dos clientes. Os produtos são enviados por transporte aéreo, marítmo, ferroviário ou rodoviário e podem ser acompanhados online em cada fase do percurso. De acordo com Francisco Tabajara de Brito, diretor-geral da Danzas, foram investidos R$ 500 mil no site que oferece os serviços online.

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