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O que pode-se esperar da economia baseada em robôs?

Com o advento de novas tecnologias como carros autônomos e até mesmo o supercomputador da IBM, o Watson, fica difícil imaginar que robôs não poderiam impactar, de alguma forma, o futuro dos trabalhadores no mundo – não somente substituindo tarefas do dia a dia, mas também modificando por completo o local de trabalho em si.
Pesquisadores da Universidade de Oxford recentemente estimaram que 47% do total de empregos dos EUA estão sob o risco de serem eliminados pela computação e automatização – dentre eles telemarketing, contadores, árbitros esportivos, secretários legais, para citar alguns que poderiam ser os mais prejudicados.
Do outro lado da mesa, a Mercedes, por exemplo, já anunciou que está trocando alguns de seus robôs de produção por trabalhadores humanos – isso porque as máquinas não aguentariam as opções crescentes para personalização.
Qual, então, poderia ser o futuro com robôs? Para Noel Sharkey, professor emérito de robótica e inteligência artificial da Universidade de Sheffield, no Reino Unido, o futuro será assombrado pelo desemprego em massa à medida que a revolução robótica ganha espaço. Sharkey criou recentemente a Fundação para Robótica Responsável, a fim de ajudar a evitar os “perigos potenciais sociais e éticos” da aplicação generalizada de robôs autônomos.
Em O Futuro das Profissões, publicado em 2015 pelos autores Richard Susskind e seu filho, Daniel Susskind, o argumento era de que mesmo aquelas profissões tradicionais vão diminuir e ser substituídas por “sistemas cada vez mais capazes”. Há, inclusive, exemplos dessas substituições – como a robô concierge do Hilton, a Connie.
Mas pode ser que o futuro não seja tão obscuro assim. Como observado por Tim O’Reilly, fundador e CEO da O’Reilly Media, “se você olhar para uma combinação de homem e máquina, há alguns exemplos que realmente nos surpreendeu no modo como decolaram – como Uber, lojas da Apple – são na verdade casos em que seres humanos ficaram mais poderosos com esse background. E isso cria uma melhor experiência do cliente, o que cria uma nova demanda”, afirma.
Assim como empresas utilizam robôs para fazer o trabalho mais árduo e repetitivo, deixando seus humanos qualificados livres para focarem em tarefas mais críticas de negócios, a mistura, portanto, pode ser uma boa ideia.
Se o futuro reserva um cenário de benefícios ou sacrifícios, ainda não se sabe. Mas uma coisa, no entanto, é certa: robôs vieram para ficar e essa evolução irá apenas aumentar.

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